Através de sessão especial, a Assembleia discutirá, hoje, reparações para os filhos dos portadores de hanseníase. Na Bahia, apenas no ano passado, foram identificados 2.543 novos portadores de hanseníase, doença infecciosa que atinge a pele e os nervos de várias partes do corpo, podendo causar deformidades físicas se não for diagnosticada rapidamente ou com a demora em iniciar o tratamento. Em prol dos portadores da doença e dos seus familiares que sofreram com o afastamento compulsório, o deputado Sidelvan Nóbrega (PRB) solicitou a realização do evento.
O Brasil é o segundo país em número absoluto de portadores de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia, segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde. Em 2012, foram registrados no país 33.303 novos casos, de acordo com os dados do Ministério da Saúde. No estado da Bahia, a maior dificuldade dos portadores é o acesso aos hospitais que oferecem tratamento, pois a maioria dos pacientes do interior enfrenta transtornos para se deslocar até a capital. A hanseníase é uma doença que tem tratamento e cura.
OBJETIVOS
Filhos de portadores de hanseníase, separados pelo isolamento compulsório nos chamados hospitais colônia, serão indenizados pelo governo. A intenção é discutir formas de reparações por falta de atendimento adequado. Na sessão especial, a primeira a discutir o assunto na Bahia, estarão presentes representantes da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. Também representantes da Comissão dos Filhos Separados, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica, além de portadores da doença e familiares.
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