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CPI vai intensificar combate ao tráfico de pessoas na Bahia

Publicado em: 16/12/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Luiza Maia entende que é fundamental dar mais visibilidade às ações do colegiado
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Retirar a Bahia da posição de terceiro estado que mais fornece material humano para o tráfico de pessoas é o principal objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, instalada na Assembleia Legislativa. Em sua sétima reunião, a presidente da comissão, deputada Luiza Maia (PT), reforçou a intenção da CPI, frisou a necessidade de dar maior visibilidade às ações que estão sendo desenvolvidas e colocou para apreciação dos demais membros o relatório parcial produzido. "A Bahia precisa saber que a CPI está trabalhando e vamos dar encaminhamentos das questões aos órgãos competentes para que, ao final, consigamos desbaratar as quadrilhas que cometem esse crime e limpar o nome do nosso estado, tirando-o do ranking como está hoje", afirmou Luiza.
O relatório parcial apresentado pela deputada Neusa Cadore (PT), relatora da CPI, externa tudo que foi feito até o momento pela comissão. Dentre as ações está a implantação do Disque Denúncia e do e-mail
cpitraficodepessoasalba@hotmail.com, dois canais que já estão funcionando para o recebimento de denúncias diretamente pela CPI. Além de estar sendo viabilizado um link no site da Assembleia Legislativa, onde será exposta a ata das reuniões, os encaminhamentos e demais informações. E no próximo dia 17 será disponibilizado à população um material impresso contendo alerta de como se prevenir e identificar o crime de tráfico de pessoas. "Quem pratica o tráfico tem a razão baseada no lucro e se utiliza de mecanismos ilegais para iludir pessoas que estão em situação de vulnerabilidade e sonham com uma vida melhor no exterior", alertou Fátima Nunes (PT). A petista aproveitou para elogiar o relatório desenvolvido pela colega Neusa com o auxílio da advogada especialista em tráfico internacional de pessoas Regina Machado.
Após a aprovação por unanimidade do relatório parcial, este agora será publicizado pela CPI para que todos que se interessarem possam ter acesso ao seu teor. Outro encaminhamento definido pela comissão para ampliar o alcance de seu trabalho é a criação de contas nas redes sociais Facebook e Twitter para acolhimento de denúncias, sugestões e apoio; e também utilização de programas de rádio e TV. Com esta ampla divulgação, a CPI espera potencializar as suas ações e combater este crime silencioso que faz tantas vítimas, como o mais recente caso da brasileira traficada que está na Bolívia. "Já estamos em contato com a pessoa e fazendo de tudo para que ela volte o mais rápido possível ao Brasil", declarou a advogada Regina.



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