A Comissão Direitos da Mulher se reuniu na manhã de ontem na Assembleia Legislativa para realizar um balanço da audiência pública que debateu a importância e os problemas enfrentados na aplicação da Lei Maria da Penha no Brasil, realizada pelo colegiado na última sexta-feira. Para a deputada Neusa Cadore (PT), o evento foi bastante proveitoso.
"Tivemos um saldo positivo, tivemos registro de mais de 120 pessoas no evento, com 10 municípios presentes, alguns de muito longe até. Tivemos o Tribunal de Justiça, defensoria pública, ministério público e o movimento social e mais uma vez ficou indicada a importância de ampliar varas, delegacias, equipamentos que venham dar suporte no enfrentamento da violência. O evento permitiu um diálogo, inclusive com a participação de mulheres que vieram do interior e relataram situações preocupantes dos seus municípios, que não deixou apenas um diálogo na região metropolitana, mas um diálogo a nível de como está a violência na Bahia."
Durante a sessão, o colegiado definiu ainda os detalhes da visita ao Instituto de Defesa dos Direitos Humanos Dr. Jesus, que tem o deputado Pastor Sargento Isidório (PSC) como fundador. As deputadas Kelly Magalhães (PC do B), Luiza Maia (PT) e Neusa Cadore finalizaram a sessão em direção à instituição. "O Pastor Isidório tem insistido muito na nossa visita, especialmente porque lá tem dezenas de mulheres. É um projeto corajoso do deputado e ele tem essa preocupação de levar nossa comissão particularmente por conta de que o instituto está de portas abertas também para atender mulheres que estão na condição de dependentes químicas", revelou a presidente do colegiado.
O Instituto de Defesa dos Direitos Humano Dr. Jesus é uma Instituição Jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, com sede em Candeias, que teve seu estatuto aprovado em 14.01.1991. Entretanto, já desenvolvia atividades de assistência social a partir do momento em que seu fundador, o senhor Manoel Isidório, ex-usuário de substâncias psicoativas, recolhia pessoas em situação de risco social para recuperá-las do uso de substâncias psicoativas e alcoólicas, além de mulheres, crianças e vítimas de maustratos e com necessidades especiais.
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