O movimento dos povos indígenas da Bahia discute até sexta-feira, o VI Fórum de Educação Indígena da Bahia, na aldeia dos Kiriri, em Muquém de São Francisco, na Região Oeste.
A expectativa é que mais de 400 pessoas participem do encontro, entre indígenas, professores, caciques, universitário, jovens e representantes do governo.
Militante da luta em defesa dos direitos dos povos indígenas, o deputado Yulo Oiticica (PT) representou o Poder Legislativo no encontro, que tem o objetivo de debater a situação da educação indígena na Bahia. Para o parlamentar, ainda falta muito para reparar o que o povo indígena fez pela história do país, mas alguns importantes passos já foram dados, entre eles, a recente aprovação do primeiro concurso público para professor indígena do Brasil.
“Temos ainda muitos desafios, mas essa atitude pioneira do governo do Estado vai contemplar 19 aldeias da Bahia e mais de oito mil estudantes. São 390 vagas disponíveis para melhorar a vida destes que lutam há mais de 500 anos pelo reconhecimento na história”, pontua Oiticica.
Yulo ainda completou a importância de resgatar e expandir a história dos índios na Bahia. “Fortalecer a educação indígena e balizar o respeito à tradição desse povo. Esse é um dos principais fatores que nos une nesta trajetória de luta”.
A reestruturação da carreira da categoria já tinha sido discutida pelo petista em setembro deste ano, quando representantes do movimento foram até a Assembleia Legislativa da Bahia pedir mais agilidade da realização do concurso. Na ocasião, como interlocutor da categoria junto ao Governo, o vice-presidente da AL apresentou a proposta ao governador Jaques Wagner.
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