A rede étnico-empreendedora da Região Metropolitana e sua complexidade de atuação na nova organização econômica da região foi amplamente debatida pela Comissão da Promoção da Igualdade, presidida pelo deputado Bira Corôa (PT), ontem pela manhã, na sala deputado José Amando, durante uma audiência pública, com a participação de vários líderes da RMS.
A audiência foi requerida pelo dirigente Edson Costa com objetivo de fomentar a atividade étnico-empreendedora na Região Metropolitana e estabelecer intercâmbios municipais, regionais, estaduais, nacionais e internacionais, fortalecendo as especificidades dos negócios entre esse público.
A REE tem como principal ação o processo de formação, qualificação e educação étnico- empreendedora como estratégia para expansão dos negócios e melhor sistematização desta atividade. Antes do início dos debates aconteceu uma apresentação da cantora Luana, que interpretou duas canções sobre a promoção da igualdade racial.
O deputado Bira Corôa considerou extremamente importante a audiência que tem no seu tema a vontade de incorporar ou inserir os setores menos favorecidos. "Não podemos negar que a baiana do acarajé, o vencedor de picolé, o churrasqueiro, o baleiro, aquele que empurra o carrinho do cafezinho, o pipoqueiro e outros, não são empreendedores e importantes para a economia da região. A história conta que as baianas do acarajé foram as primeiras empreendedoras brasileiras, como mulheres, e ainda não conseguimos incluí-las no empreendedorismo. Por isso, queremos discutir a capacidade produtiva de setores da economia do nosso estado. Quero agradecer a rede, através de Edson Costa, por mais esta provocação", comentou Bira Corôa.
O representante da REE da Região Metropolitana fez um amplo e minucioso detalhamento dos percentuais da sociedade negra no campo de trabalho da Região Metropolitana, destacando o poderio dos negros e negras na RMS que ocupam posições de prestígio pela capacidade profissional nos diversos setores profissionais.
BALANÇO
Ataíde Lima, representando o Governo da Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), fez um balanço dos investimentos do governo para apoiar todos aqueles que desejam se tornar empreendedores, gerando inclusive empregos, enquanto o secretário de Desenvolvimento Econômico de Madre de Deus, professor Antônio Vaz Barreto, fez exposição do trabalho que está sendo executado sobre esse tema, no município que atua, criticando a Petrobras por importar mão de obra em prejuízo da população da RMS.
"O processo de conscientização para demonstrar que o empreendedor pode melhorar seu rendimento, deixando de lado a bolsa família, é muito importante e decisivo. Os exemplos estão aí. Aqueles que deixaram de lado o cadastro da bolsa família para melhorar seu empreendimento estão satisfeitos. Além disso, abriram vagas no programa bolsa família para os mais carentes. A geração de emprego é outro ponto positivo. Antigamente, uma baiana de acarajé só tinha um auxiliar que normalmente era parente. Hoje, a baiana tem quatro ou cinco pessoas no trabalho da venda dos seus produtos no tabuleiro, além de outros empregados na preparação dos produtos em casa", concluiu Bira Corôa.
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