O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, recebeu, ontem, a visita de cortesia do embaixador do Irã no Brasil, Mohammad Ali Ghanezadeh, que pela manhã havia visitado a Arena Fonte Nova, local do jogo da seleção de seu país com a Croácia pela Copa do Mundo. A conversa, intermediada por intérprete, durou pouco mais de 30 minutos e versou sobre a necessidade de um estreitamento ainda maior entre os dois países, que mantêm uma relação comercial da ordem de US$1,6 bilhão.
A conversa versou, inicialmente, sobre futebol, esporte mais popular daquele país desde 1908. O deputado Marcelo Nilo acredita, inclusive, que os baianos torcerão pela equipe iraniana no jogo realizado em Salvador, mas retirou as esperanças do embaixador sobre a conquista da taça – que será do escrete brasileiro. Ele explicou o funcionamento do Legislativo ao diplomata e defendeu uma política externa independente para o Brasil.
COOPERAÇÃO
Falou dos avanços brasileiros na indústria, agricultura e extração mineral e citou como problemas de nossa terra gargalos na infraestrutura, em especial no sistema portuário, mobilidade urbana e problemas sociais como violência e o sistema de saúde que estão sendo enfrentados. Na concepção do presidente, iranianos e brasileiros têm muito em que se ajudar mutuamente, esperando que nos próximos anos o regime de cooperação seja incrementado.
O embaixador explicou o funcionamento do parlamento no Irã – que possui prerrogativa até de derrubar ministros, caso chancele um voto de desconfiança – e os desafios que o país enfrenta para se desenvolver. O Irã, continuou, é o oitavo país do mundo em nanotecnologia, além de avançar rapidamente na área de satélites, biotecnologia e na área petrolífera. Para tanto, tem feito pesados investimentos em pesquisa e educação, contando com quatro milhões de universitários.
Com produção anual agrícola de 100 milhões de toneladas, apesar de estar instalado em área desértica, com precipitação média da ordem de 255 milímetros (inferior à da registrada no Nordeste), ainda assim importa alimentos, sendo o Brasil tradicional fornecedor de carne bovina, frango, soja, milho e açúcar.
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