O transcurso do 177º de emancipação política de Monte Santo foi comemorado na Assembleia Legislativa pelo deputado Vando (PSC) através de moção de congratulações que apresentou na Secretaria Geral da Mesa parabenizando cada um dos 54 monte-santenses – uma gente ordeira e trabalhadora que, apesar das condições climáticas desfavoráveis, luta diuturnamente em busca de melhores condições de vida. Natural da cidade, o deputado do PSC considera a emancipação como passo fundamental para o desenvolvimento desse tradicional município da Bahia.
No documento, ele traçou um breve histórico de Monte Santo, recuando a outubro de 1775, quando o padre capuchinho Frei Apolônio de Todd foi convidado pelo fazendeiro Francisco da Costa Torres para realizar uma missão na fazenda Lagoa da Onça. A seca inclemente que ele encontrou tornou impossível realizar o seu objetivo; portanto, seguiu para Piquaraçá, na serra homônima, onde existia uma fonte e se impressionou com a semelhança do local com o Monte Calvário de Jerusalém.
CAPELAS
O capuchinho, acrescentou, convidou os fiéis que o acompanhavam para transformar a serra em um "sacro-monte", construindo ali uma capelinha para a missão e fazendo uma procissão para o pico daquele monte. A cada parada foi fincada uma cruz, a primeira dedicada às almas, as sete seguintes às dores de Nossa Senhora e as 14 posteriores lembraram o sofrimento de Jesus Cristo em sua caminhada para o Monte do Calvário. O frei pediu então que o local fosse chamado de Monte Santo.
O deputado Vando lembrou que aos poucos as cruzes de madeira foram substituídas por capelas, sendo a maior, no alto, denominada de Santa Cruz, e, mesmo antes de sua conclusão em 1970, aquele santuário foi elevado à categoria de freguesia, por decreto de Lisboa, recebendo o nome de Santíssimo Coração de Jesus de Nossa Senhora da Conceição de Monte Santo – sendo o primeiro pároco o padre Antônio Pio de Carvalho. O parlamentar listou os primeiros povoadores do local, Francisco da Costa Torres, da fazenda Laginha; Domingos Dias de Andrade, José Maria do Rosário, da fazenda Damázio; e João Dias de Andrade.
Lembrou também que Monte Santo funcionou como quartel-general do exército na Guerra de Canudos e informou que em 1794 foi criado o distrito de Paz de Monte Santo, pertencente ao Termo da Vila de Itapicuru de Cima e já em 21 de março de 1837, por força da Lei Provincial nº 51, houve a emancipação política, sendo guindado à condição de município, como Coração de Jesus de Monte Santo, sendo seu primeiro prefeito o padre José Vítor Barberino.
Vando traçou também um perfil socioeconômico de sua terra, que fica em pleno sertão baiano, limitando-se com Euclides da Cunha, Cansanção, Quijingue, Uauá, Canudos, Itiúba e Andorinha, possuindo área total de 3.285 quilômetros quadrados e população de quase 55 mil habitantes. A cidade tem a economia baseada no comércio e na agricultura, sendo forte a produção de feijão, milho, mandioca e mamona e também um importante centro de turismo religioso.
Foi ainda em Monte Santo que caiu o maior meteorito já encontrado no Brasil, Bendengó, localizado em 1784, atualmente exposto no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Vando encerrou congratulando-se com o prefeito Jorge Andrade, com o ex-prefeito Everaldo Joel de Araújo e com os vereadores do município.
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