O Saguão Josaphat Marinho, entrada principal da Assembleia Legislativa, está recebendo esta semana o artista Sebastião Evangelista, mais conhecido como Cecéu Evangelista, que com ferramentas como goiva, estilete, tombo e tinta gráfica vai dando formas à madeira e assim cria obras de arte que prefere não nomear, permitindo esta liberdade aos que apreciam seu trabalho.
Além dos quadros produzidos a partir da técnica da xilogravura, todos que prestigiarem a exposição conhecerão mais da história de vida do gravurista. Cecéu Evangelista chegou em Salvador em 1977, vindo do município de Ibirataia, onde trabalhava na roça, plantando, colhendo e cuidando dos animais. Pouco tempo depois, começou a trabalhar no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) como auxiliar de serviços gerais, em seguida, ajudante no galpão das oficinas, onde começou a se interessar pela arte, através de desenhos e gravuras. "Conheci todos os professores que passaram pelas oficinas do MAM e com cada um aprendi um pouco", disse Cecéu, que declara uma forte gratidão a Chico Liberato, primeiro diretor do MAM, a quem atribui a sua descoberta como artista. Chico foi patrão de Cecéu quando era caseiro em uma de suas fazendas e responsável pela vinda dele ao Museu.
Até hoje, 33 anos depois, Cecéu Evangelista concilia o seu trabalho no MAM com a criação de suas obras de arte. A exposição na Assembleia Legislativa é a sua primeira individual, mas o seu trabalho já foi exposto ao público em outras mostras, como as ocorridas na Casa do Comércio e TCA, entre outras. Os planos do artista para quando aposentar-se é retornar a cidade de Ibirataia e fundar um museu. Este é o sonho de Cecéu, levar da capital para o interior a arte que encontrou aqui e repetir a sua história, descobrindo novos talentos.
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