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Combate à violência é tema de audiência pública na Assembleia

Publicado em: 04/04/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Evento foi promovido pela Subcomissão de Segurança Pública e Defesa Civil com apoio da APLB
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A Assembleia Legislativa realizou, na última sexta-feira, dia 4, uma audiência para debater as políticas públicas de prevenção e combate à violência através da educação. Proposta pela Subcomissão de Segurança Pública e Defesa Civil da Casa, em conjunto com a Associação dos Professores Licenciados do Brasil (APLB), a iniciativa teve como objetivo elaborar um documento com proposições concretas de melhorias nas áreas de educação e segurança para ser apresentado e discutido com o governo. “O tema é muito complexo e não conseguiremos esgotá-lo hoje. Sairemos daqui com um documento aberto que será construído ao longo de outras audiências com a contribuição de pessoas e diversos segmentos”, disse o deputado Capitão Tadeu (PSB), presidente da Subcomissão.
Para Rui Oliveira, coordenador da APLB-BA, essa iniciativa é muito importante e trará significativos benefícios à sociedade. “A APLB Sindicato está de braços abertos e reconhecendo esse debate como fundamental para o povo da Bahia”, declarou. Ele ainda destaca a relevância deste momento para mostrar que o sindicato não luta apenas pelo salário dos professores, tendo uma preocupação global com a qualidade da educação e da vida da sociedade como um todo. Dentre os pontos abordados pelo professor, merecedores de atenção especial e implementação de políticas de combate, estão: a ociosidade do aluno, seja pela falta de aula ou falta de atividade para o turno oposto; o racismo e a má distribuição de renda como fatores propulsores de violência.  
Neste sentido, o professor José Dias, diretor da organização sindical da APLB, defende o investimento na escola em tempo integral, o que acredita ser capaz de transformar aquele indivíduo que não teve uma família estruturada e nem uma condição social favorável. “É um ledo engano achar que se faz segurança só com a polícia, sem a educação”, afirmou. Na visão de Claudemir Nonato, 1° secretário da APLB, não será só a educação que vai resolver o problema, é necessário uma intersetorialidade de ações envolvendo as secretarias de Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Segurança Pública para obter êxito.

MULTIDISCIPLINAR

O professor e diretor de formação sindical, Valdir Assis, enxerga a educação como a base para toda transformação, mas defende a adoção de medidas que estimulem as famílias e a sociedade a se integrarem no processo. Para ele, é imprescindível que no projeto educacional do governo haja a participação ativa das famílias e da sociedade, os professores sejam multidisciplinares, abraçando o ensino da educação doméstica, sanitarista, sexual e educação para o trânsito, havendo uma complementariedade entre escola e família na formação do indivíduo. “Se você começa a tratar cada campo desse vai alcançar um conjunto onde o indivíduo não vai mais ser estimulado a ser violento”, acredita o professor.



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