A Comissão de Desenvolvimento Urbano, presidida por Rogério Andrade, ouviu palestra do arquiteto Luís Baqueiro
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A falta de planejamento das grandes cidades foi discutida ontem na Assembléia Legislativa, durante a sessão da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano, presidida pelo deputado Rogério Andrade (PTC). O arquiteto Luís César Mesquita Baqueiro, superintendente de Desenvolvimento Urbano do estado, proferiu uma palestra criticando a falta de políticas públicas no setor. "Cerca de 82% da população brasileira vivem nas cidades. E alguma coisa precisa ser feita para mudar o quadro atual, com coragem, rapidez e senso de oportunidade".
Para Baqueiro, que é professor da Faculdade de Arquitetura da Ufba, não se pode trabalhar o desenvolvimento urbano apenas com ações pontuais de habitação e saneamento. Desenvolvimento urbano é muito mais do que isso. Precisamos discutir com rigor a ampliação do conceito", afirmou.
O superintendente criticou o fato de não existir na sociedade brasileira uma cultura de planejamento. "Durante muito tempo planejamento virou palavrão. O planejamento foi substituído pelo que chamo de ?fazejamento?", continuou ele, acrescentando que a maioria das gestões dos grandes centros urbanos é marcada por atos impulsivos, aleatórios e sem critérios. Ele repetiu o alerta de um urbanista que prevê o colapso total das grandes cidades até 2020 se nada for feito.
No entanto, Luís Baqueiro elogiou a criação do Ministério das Cidades e do Conselho Nacional das Cidades. Destacou que a Bahia vai seguir o exemplo e criar o Conselho Estadual das Cidades. Esse será um dos assuntos discutidos na I Conferência Estadual das Cidades, que acontece entre os dias 19 e 21 deste mês. Durante o evento, serão escolhidos os 92 delegados da Bahia que vão participar da II Conferência Nacional das Cidades, entre os dias 23 e 26 de novembro, em Brasília.
Outro assunto discutido na sessão da Comissão de Desenvolvimento Urbano foi a necessidade de revisão das regiões metropolitanas, sobretudo no caso da de Salvador. "A RMS é proporcionalmente uma das menores do país", observou, opinando que os municípios do Recôncavo e da borda da Baía de Todos os Santos deveriam fazer parte também da RMS. "Até hoje se questiona também porque Feira de Santana não faz parte da região metropolitana", afirmou ele.
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