Presidente com Maísa Abram e Francisco Gomes, da Sociedade Brasileira de Geologia
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O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Clóvis Ferraz, recebeu ontem em seu gabinete representantes da Sociedade Brasileira de Geologia, núcleo Bahia/Sergipe. A presidente da entidade, Maísa Abram, e o diretor Francisco Gomes entregaram a Ferraz, que é geólogo e professor concursado da Universidade Federal da Bahia, um projeto para apreciação da Casa propondo o reconhecimento da SBG como entidade pública estadual. Na oportunidade, também foi pedido o apoio da Assembléia Legislativa para a realização do 43º Congresso de Geologia, que está previsto para setembro de 2006 em Aracaju.
A conversa, que durou cerca de 20 minutos, girou em torno das dificuldades que os geólogos ainda enfrentam para desempenhar a sua função. Segundo Ferraz, a geologia precisa trabalhar menos isolada das outras ciências e, para que isso venha a ocorrer, é preciso uma maior divulgação dos trabalhos de pesquisa que estão sendo realizados e também das diversas atividades em que a geologia é aplicada e a maioria das pessoas desconhece. O presidente afirmou que a postulação da SBG merece todo apoio dos deputados baianos.
Maísa Abram reiterou que a geologia necessita realmente de uma maior divulgação, ressaltando que nos últimos anos, com as novas políticas de proteção ao meio ambiente, a geologia ganhou mais visibilidade.
HISTÓRICO
A primeira reunião realizada por um grupo de jovens geocientistas, em São Paulo, com o objetivo de criar uma sociedade científica de geologia, aconteceu em 6 de maio de 1945. Como conseqüência dessa reunião, duas circulares foram expedidas para geocientistas, engenheiros de minas e professores de geologia do pais. Em 27 de dezembro, foi então formalizada a criação da sociedade.
Nessa ocasião, foram escolhidos os primeiros 5 sócios efetivos, aos quais se juntariam mais 20, antes da eleição da primeira diretoria, que viria a ocorrer quatro meses depois. O nome da sociedade, que até hoje é mantido, foi também decidido nesse dia. Era o mesmo nome de uma sociedade criada no Rio de Janeiro em 1940, mas que não chegou a se constituir formalmente.
Segundo Maísa, a Sociedade Brasileira de Geologia mantém-se fiel ao princípio básico que norteou a sua criação: o de promover o progresso das geociências no Brasil. "A SBG tem participado ativamente da história do desenvolvimento das geociências no Brasil, cumprindo o seu múltiplo papel de congregar e representar os geocientistas, divulgar informações técnico-científicas no âmbito das geociências e participar ativamente das grandes decisões nacionais que envolvam o ensino e a pesquisa em geociências", explicou.
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