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Toda força à casca do coco seco

Publicado em: 11/10/2005 19:46
Editoria: Diário Oficial

Gilberto Brito em indicação ao governador: "Do coco nada se perde, tudo se desfruta"
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O deputado Gilberto Brito (PL) fez indicação pedindo ao governador Paulo Souto que recomende ao secretário de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais e ao presidente da CAR a inserção nas suas respectivas programações de projetos destinados ao aproveitamento da casca do coco seco, visando a geração de renda. Segundo o autor da proposta, com o acolhimento da indicação, o governador do estado, "sempre sensível às questões sociais, mais uma vez estará contribuindo para minimizar a pobreza na região litoral do nosso estado, às vezes até mais grave do que aquela verificada no semi-árido, onde por serem de menor valor comercial, as terras chegam para os despossuídos".

Gilberto Brito inicia sua justificativa com a frase: "Do coco nada se perde, tudo se desfruta", a qual, segundo ele, ilustra bem as possibilidades encontradas na lavoura que melhor se adaptou às condições de solo e clima das praias nordestinas. Conforme discorre, inspirado no pensamento do fundador da química moderna, Lavoisier, o economista Elói Martins constatou as vantagens obtidas a partir do reaproveitamento da casca do coco maduro, material rejeitado pelos produtores, geralmente queimado ou simplesmente jogado no lixo.

Ele salienta que o Brasil detém apenas 2% da produção mundial de coco. Cerca de 85% dela é comercializada em cocos secos, sendo metade para fins culinários e o restante industrializado em produtos como sabão, leite e óleo, com as caldeiras sendo alimentadas em parte, pela queima das quengas, e com isto reduzindo os custos com energia e eliminando material que seria destinado ao lixo.

Seguindo esta premissa, conforme mostra Gilberto Brito na indicação, uma indústria criada há três anos e meio em Japaratinga, no litoral norte de Alagoas, está gerando emprego e renda com o reaproveitamento dos resíduos do coco, não somente para o recheio dos bancos de automóveis, como também para a fabricação de vasos, barbantes, tapetes e xaxins para plantas, tendo em vista que a vegetação destinada a tal fim se encontra em extinção, o que de certo modo veio a propiciar a permanência do homem no campo, não tributando para o inchaço urbano, fator agravante da crítica situação da violência.

Brito explica que são também aproveitados os troncos das plantas mortas para o fabrico de cadeiras, mesas, luminárias e utensílios outros, a ponto de lojas em São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Maceió e Aracaju exporem, com sucesso, os sub-produtos, pois a cada dia é crescente a procura pelas iniciativas inspiradas na preservação ambiental, caminho a ser seguido por todos que se preocupam com a garantia de uma vida mais saudável e solidária.

 



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