Anselmo José da Gama (pai-de-santo), entre Eliana e Lídice, mostra o diploma que oficializa a cidadania baiana
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A história de amor incondicional de Anselmo José da Gama pela Bahia ganhou mais um capítulo ontem, quando a Assembléia Legislativa retribuiu este afeto concedendo-lhe o título de Cidadão Baiano, por iniciativa da deputada Lídice da Mata (PSB). Carioca de nascimento, foi aqui que ele chegou a tata (pai-de-santo no rito Angola) do Terreiro Mokambo, no Trobogy, bairro onde a atuação de Anselmo transcende o âmbito cultural-religioso, refletindo-se no extraordinário trabalho social que desenvolve ali, segundo palavras da parlamentar.
A sessão especial para a concessão do título se constituiu em uma celebração, iniciada com chuva de pétalas de rosa pulverizadas de água-de-cheiro na chegada do homenageado ao plenário, acompanhado pelo deputado Walmir Mota (PPS), por designação da presidente ad hoc, Eliana Boaventura (PP). Ali se podia ouvir desejos de mukuiu para quem é do mukuiu, axé para quem é do axé e a bênção para quem é da bênção. "Mukuiu para todos", como resumiu Luciano Costa, do Terreiro Mokambo, que fez uma saudação especial ao tata Anselmo.
Ao final da sessão, o homenageado recebeu os cumprimentos no saguão contíguo ao plenário, onde foram oferecidos acarajés e abarás. A mesa dos trabalhos foi constituída, além de Eliana, por Walmir e Lídice, e mais Gilmar Santiago, secretário Municipal de Reparação; Leonel Monteiro, da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-ameríndia; e Celso Cotrim, representando a Secretaria Municipal de Economia, Emprego e Renda.
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