Será no Museu Costa Pinto (Corredor da Vitória, 2490), no próximo dia 29, a partir das 17h, o lançamento do livro Zélia Gattai Amado, Cidadã da Bahia, publicado pela Assembléia Legislativa com o apoio da Fundação Casa de Jorge Amado. A obra, de 64 páginas, reúne os pronunciamentos da sessão especial de 10 de agosto último, quando foi entregue o Título de Cidadã Baiana à autora de Anarquistas, graças a Deus e de outros livros.
O título foi proposto pelo deputado Clóvis Ferraz (PFL), presidente do Legislativo baiano, a quem coube saudar a escritora. Seu discurso abre a publicação. Segue-lhe o agradecimento de Zélia Gattai Amado e o texto que o escritor Guido Guerra preparou para a ocasião. O livro contém fotos da cerimônia e, também, a relação das obras de Zélia Gattai e a cronologia de sua vida.
ORELHAO filho de Zélia e Jorge Amado, João Jorge Amado, que também tem livros publicados, atendeu ao convite da Assembléia Legislativa e escreveu a orelha do livro em homenagem à sua mãe. João Jorge intitulou o texto de "A baianidade de Zélia" e, em primeira mão, divulgamos através do Caderno Legislativo do Diário Oficial:
"Quando a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, por iniciativa do deputado Clóvis Ferraz, resolveu outorgar o título de cidadã baiana à escritora Zélia Gattai, formalizou uma relação de amor que, há mais de cinqüenta anos, unia Zélia e a Bahia.
Conheceu a Bahia pelas mãos de Jorge Amado e com ele aprendeu a amar essa terra e sua gente. Com o escritor, correu mundo, morou em Praga, Rio de Janeiro, Paris, mas a Bahia sempre os acompanhou.
Quando o casal mudou-se para Salvador, Zélia iniciou seu aprendizado de baianidade. Não bastava amar a Bahia, não bastava haver nascido no dia 2 de julho, era preciso tornar-se baiana.
Com o passar do tempo, a baianidade foi se instalando. A nova baiana que surgiu não era uma baiana sectária que precisasse renegar São Paulo para assumir seu papel ? uma cidadania não implicava a perda de outra. De cidadã paulista e paulistana, tornou-se cidadã do mundo e, muitos anos depois, foi reconhecida como soteropolitana. Isso não lhe bastava, pois sua história de amor com a Bahia ia muito além de Salvador. Os personagens de Jorge Amado, com os quais convive há mais de meio século, vinham de todas as partes, do sertão, das margens do São Francisco, das terras grapiúnas do cacau...
Há mais de cinqüenta anos uma relação de amor unia Zélia e a Bahia. No dia 10 de agosto de 2005 os deputados da Bahia transformaram em casamento o que tinha sido até então um doce concubinato".
REDES SOCIAIS