O plenário recepciona com aplausos e de pé o vice-almirante Álvaro Luiz Pinto (com Paulo Souto)...
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Diante das mais altas autoridades civis, militares e eclesiásticas da Bahia, o vice-almirante Álvaro Luiz Pinto recebeu ontem na Assembléia Legislativa o título de Cidadão Baiano, proposto pelo deputado Gaban(PFL) e aprovado por unanimidade. A solenidade começou às 15h20, quando o presidente da Casa, deputado Clóvis Ferraz (PFL), constituiu a mesa de honra dos trabalhos e convocou uma comissão integrada pelos deputados Elmar Nascimento(PL), Gilberto Brito(PL), Aderbal Caldas(PP), Jurandy Oliveira(PRTB) e Heraldo Rocha (PFL) para conduzir o homenageado e o governador Paulo Souto do Salão Nobre ao plenário da Casa ? onde foram aplaudidos de pé.
Fuzileiros do II Distrito Naval em traje de gala guarneceram os locais percorridos pelas autoridades e a banda da corporação, instalada nas galerias, abrilhantou a solenidade logo em seu início com a execução do Hino Nacional. Em seguida o presidente Clóvis Ferraz passou a palavra ao deputado Gaban. Em discurso de 20 minutos ele falou da "brilhante carreira militar trilhada pelo homenageado, que ascendeu ao posto de vice-almirante em novembro de 2001". Mas o segmento mais forte do pronunciamento tratou do período de permanência de Álvaro Luiz Pinto na Bahia, a partir de 2003, quando assumiu o comando do II Distrito. Gaban enfatizou a sensibilidade social do militar, seu compromisso com a cultura da Bahia e as parcerias que ele firmou com instituições públicas para atender a carentes.
Clóvis Ferraz convidou Gaban a passar em sua companhia o diploma consagrando a concessão da cidadania baiana a Álvaro Luiz Pinto, um carioca nascido em 28 de maio de 1945, casado e pai de um casal de filhos, sob aplausos - de pé - às 15h50. Em seguida, convidou o "conterrâneo baiano" para fazer o seu discurso de agradecimento. O alto oficial da Marinha foi à tribuna para falar de improviso (apenas com algumas anotações em mãos), emocionado. Ele evocou os bons momentos que viveu durante sua carreira na Arma e agradeceu o acolhimento que recebeu da Bahia e dos baianos. O vice-almirante destacou três missões entre as muitas que recebeu, inclusive de adido militar no exterior: o comando do porta-aviões Minas Gerais, a vice-diretoria do Hospital Naval Marcílio Dias e a sua passagem pelo II DN. Ele falou da história da Marinha de Guerra do Brasil, nascida três meses após a independência e defendeu, por razões estratégicas, a transferência da Esquadra para a Baía de Todos os Santos ? maior que a de Guanabara em extensão, calado e volume de água.
Quando ele encerrou a fala, sob aplausos, escutou emocionado a execução do "O Cisne Branco", o hino da Marinha, pela Banda de Fuzileiros Navais, que tocou ainda o hino ao Senhor do Bonfim. O vice-almirante foi homenageado também pela Associação Comercial da Bahia, recebendo de sua presidente, Lise Weckerle, uma placa alusiva à sua atuação, e permaneceu na Assembléia até às 18h recebendo cumprimentos.
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