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Walmir e monsenhor Hermenegildo recebem títulos de Cidadão Baiano

Publicado em: 25/11/2005 21:54
Editoria: Diário Oficial

Os homenageados, ladeados por Eliana Boaventura e Edson Pimenta, no momento festivo da entrega da placa de cidadania
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O deputado Valmir Mota (PPS), paulista, e o monsenhor Hermenegildo de Castorano, italiano, receberam a cidadania baiana que lhes foi conferida pela Assembléia Legislativa da Bahia ontem, às 16h, em solenidade que lotou o plenário e as galerias da Casa ? marcada pela emoção. Walmir foi o autor do projeto de resolução que concedeu ao religioso da Ordem dos Capuchinhos a nossa cidadania e o deputado Edson Pimenta(PC do B) foi quem elaborou o projeto que tornou seu companheiro do bloco oposicionista Cidadão Baiano.

Os trabalhos foram presididos por Eliana Boaventura(PP), política com área de atuação principal focada em Feira de Santana, região onde também vivem os homenageados, tendo começado com a condução dos dois à mesa de honra da sessão solene pelos deputados Álvaro Gomes(PC do B) e Targino Machado(PMDB). O plenário estava  repleto de faixas lembrando o trabalho político, assistencial e religioso de Valmir Mota, que é católico fervoroso e foi o primeiro orador.

Coube a ele fazer a saudação inicial ao religioso italiano que chegou à Bahia em 6 de dezembro de 1939 para executar um trabalho missionário ? "que frutificou no coração de muitos fiéis, que, como eu, têm a oportunidade de testemunhar a sua longeva atividade pastoral". Monsenhor Hermenegildo está com 90 anos de idade. O protocolo da sessão foi quebrado para uma apresentação muito especial para o parlamentar, que ouviu emocionado uma canção entoada por David, seu caçula de cinco anos, acompanhado por um tecladista. Sem inibição, o garoto abafou e foi longamente aplaudido.

Em seguida discursou Edson Pimenta fazendo sua saudação a Valmir, calcada na sua coerência política, dedicação e postura de absoluta seriedade. Coube a Pimenta e ao deputado federal Colbert Martins(PPS), também feirense, entregar o diploma que formalizou a cidadania conferida a Valmir Mota, enquanto que o próprio e o vigário-geral de Feira, José Nery, passaram o diploma a que fez jus o monsenhor Hermenegildo de Castorano. As 300 pessoas que lotaram galerias e o plenário aplaudiram de pé.

A parte final da solenidade foi dedicada aos agradecimentos. Falou primeiro o monsenhor que, devido à idade avançada, discursou da própria mesa de honra dos trabalhos, manifestando a sua surpresa com a homenagem que estava recebendo. Humilde, declarou-se apenas "um servo de Deus que manteve sempre um coração missionário". Ele foi interrompido duas vezes por longos aplausos e foi substituído na tribuna por Valmir Mota, que fugiu do texto que havia escrito, levado pela emoção a conferir um tom político à sua fala. Os trabalhos foram encerrados pouco antes das 17h, mas os novos cidadãos baianos permaneceram na Casa por mais de uma hora recebendo cumprimentos.



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