MÍDIA CENTER

Comissão defende trabalhadores da Coelba

Publicado em: 29/11/2005 20:57
Editoria: Diário Oficial

Álvaro Gomes dirige audiência pública da Comissão do Trabalho que debateu a transferência do CPD e a terceirização
Foto: null
A Comissão Especial de Relações do Trabalho, Emprego e Renda da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Álvaro Gomes (PCdoB), vai se incorporar à luta dos trabalhadores da Coelba contra a transferência do Centro de Processamento de Dados (CPD) da empresa para outro estado e também contra a terceirização do trabalho. A decisão foi tomada em uma audiência pública realizada pelo colegiado na manhã de ontem no Plenarinho.     

Para tentar reverter este processo, qualificado pelos participantes do evento como "perverso", a comissão vai buscar reunir o maior número possível de deputados para pressionar os órgãos competentes, além de enviar documentos à Previ, Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e à Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados em Brasília.

As principais reclamações dos trabalhadores se fixaram no processo de demissão, que poderá acontecer caso a transferência do CPD seja concretizada, além da precarização das condições de trabalho com a terceirização. Para se ter uma idéia do avanço desta última problemática, segundo o parlamentar comunista, atualmente existem "somente 2.700 funcionários na Coelba e mais de seis mil terceirizados".

O delegado sindical Stoessel Dourado falou que o esvaziamento da área de informática trará perdas "de conhecimento estratégico do negócio da própria empresa". Ele destacou que, por conta deste processo,  os trabalhadores já realizaram uma paralisação de "um dia e meio e que deverá ser ampliada. A mobilização é fundamental, pois com a atual política haverá a redução do mercado de trabalho para as futuras gerações de profissionais".

Já o secretário de Imprensa do Sinergia (Sindicato dos Eletricitários da Bahia), Antônio Augusto Pereira, mostrou fotos de trabalhadores em "condições precárias de trabalho" e afirmou que também a sociedade é prejudicada pela terceirização. "Por falta de manutenção na rede, muitas pessoas já foram eletrocutadas", denunciou. Ele lembrou o caso de Coribe, na região Oeste, onde cinco pessoas morreram por causa de um fio que estava no meio da estrada. No final de sua apresentação, ele bradou o grito de guerra da campanha salarial deste ano: "Coelba, não terceirize suas responsabilidades".      

Logo após a fala dos sindicalistas, foi aberto um amplo debate em que, mais uma vez, foi condenado o processo de terceirização. O representante do movimento sindical Eduardo Bonfim afirmou que "esta história de terceirizar só serve ao capital". Em seguida, o advogado do Sinergia e suplente de deputado, Carlos Oliveira, observou que "a terceirização atinge o poder de mobilização dos trabalhadores e deve ser combatida sem tréguas". E este foi o compromisso assumido pelos sindicalistas e deputados.        

 



Compartilhar: