Clóvis Ferraz e Zélia Gattai conversam após a escritora ter autografado o livro "Zélia Gattai Amado, Cidadã da Bahia"
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Cento e cinqüenta personalidades do mundo político, artístico e cultural da Bahia participaram anteontem, às 18h, no Museu Carlos Costa Pinto, do lançamento do livro Zélia Gattai Amado, Cidadã da Bahia, que evoca a sessão solene do dia 10 de agosto que conferiu a esta paulistana, escritora, memorialista e fotógrafa, viúva do saudoso escritor Jorge Amado, o título de Cidadã Baiana ? proposto através de projeto de resolução pelo deputado Clóvis Ferraz, agora presidente da Assembléia Legislativa. O volume de 64 páginas contém a íntegra dos pronunciamentos feitos no plenário, um texto do escritor e acadêmico Guido Guerra, confrade de Jorge e Zélia na Academia de Letras da Bahia, e um ensaio fotográfico sobre a sessão solene.
A publicação do livro foi feita em regime de cooperação pela Fundação Casa de Jorge Amado e Assembléia Legislativa. O lançamento levou ao Museu Carlos Costa Pinto, entre outras personalidades, dona Arlete Magalhães, esposa do senador Antonio Carlos Magalhães e amiga de longa data do casal Amado, o deputado Clóvis Ferraz, o presidente da Academia de Letras da Bahia, professor Cláudio Veiga, o professor Luís Henrique Dias Tavares e o jornalista Guido Guerra, ambos acadêmicos, o irmão de Jorge Amado, também escritor, James Amado, Paloma, filha de Zélia e Jorge, além de museólogos, jornalistas, artistas plásticos, intelectuais e parte dos muitos amigos que Zélia Gattai conquistou aqui nos quase 50 anos de residência na Bahia.
O presidente da Assembléia Legislativa, Clóvis Ferraz, autor do discurso de saudação da "conterrânea", declarou-se "um privilegiado" por atuar na formalização de uma cidadania que de fato a escritora já havia empalmado há muito tempo. Ele agradeceu a gentileza especial da diretora do Museu Carlos Costa Pinto, museóloga Mercedes Rosa, que determinou a sua abertura extraordinariamente numa terça-feira para abrigar o lançamento do volume, que retém parte da emoção existente no plenário do Legislativo baiano quando da sessão que sagrou "de direito" a baianidade de Zélia.
Esbanjando alegria e vitalidade em seus 89 anos, a escritora autografou dezenas de volumes e abandonou por alguns instantes a modéstia para se considerar merecedora da homenagem prestada pela Assembléia Legislativa: "Não por vaidade pessoal ou qualquer mérito especial que não seja o amor que devoto a esta terra e a esta gente. A minha gente". Autor do texto que encerra o livro ? os outros são os discursos de Ferraz e da própria Zélia, de agradecimento ?, o jornalista Guido Guerra observou que a "baianidade de Zélia não aconteceu por um gesto generoso e muito menos foi conseguido num bazar de variedade, pois tem a sua origem na longa convivência da escritora com a Bahia e com os baianos".
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