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Luciano quer que área do norte seja reconhecida livre de aftosa

Publicado em: 05/12/2005 20:27
Editoria: Diário Oficial

Peemedebista fez pedido ao ministro da Agricultura
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O deputado Luciano Simões (PMDB) está defendendo que sejam reconhecidos como zona livre de febre aftosa com vacinação os 58.201 quilômetros do norte da Bahia, hoje considerados como zona tampão. Ele apresentou na Assembléia Legislativa uma indicação ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, na qual destaca que essa região considerada como tampão não apresenta, desde meados da década de 1980, nenhuma notificação de febre aftosa.

A zona tampão baiana situa-se entre a margem esquerda do Rio São Francisco e os limites de Piauí e Pernambuco. Abrange os municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Campo Alegre de Lourdes, Remanso, Buritirama, Mansidão, Casa Nova e Pilão Arcado.

No documento, Luciano lembra que em fevereiro de 2001 o governo liberou a circulação do gado nas fronteiras de Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, até então consideradas zonas tampão, para além dos estados livres de febre aftosa. A medida, continuou ele, foi tomada após menos de dois anos sem incidência de aftosa nessas áreas.

"A classificação das zonas para erradicação da febre aftosa obedece à lógica do risco existente no local. A ausência prolongada desse risco e a fiscalização existente na fronteira da citada região baiana permitem o reexame da certificação para zona livre", argumentou Luciano Simões.

Segundo ele, as restrições da zona tampão têm provocado forte desestímulo econômico à região, que possui o maior rebanho de caprinos e ovinos da Bahia e um plantel bovino de 220 mil cabeças. "Não há mercado para comercialização e os preços já caíram 25% em relação aos valores de mercado nas zonas livres", observou.

O representante do PMDB reforça o pedido lembrando que os criadores e a comunidade local reivindicam a liberação para a comercialização de animais, carne e demais produtos nos mercados que já se encontram livre da doença. Ele aponta ainda a existência de acesso da referida zona tampão para qualquer parte do território nacional livre de febre aftosa. "A estrada que corta o Lago de Sobradinho acabou com a necessidade do trânsito ser feito por Pernambuco, onde ainda existe a doença", concluiu.



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