Vencedor do 38º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com o longa-metragem "Eu Me Lembro", o cineasta Edgar Navarro, de 56 anos, é saudado pelo deputado Emiliano José (PT) através de moção apresentada na Secretaria Geral da Mesa. O parlamentar informa que a produção de 35m foi premiada com o Candango de Melhor Filme e, além do diretor, foram premiados: Arly Arnaud, como melhor atriz; Fernando Neves, como ator coadjuvante; e Valderez Texeira, como atriz coadjuvante.
Navarro já foi premiado duas outras vezes no Festival de Brasília. A primeira em 1985, com o filme de ficção Porta de Fogo (1984), em que enfoca a trágica morte de Carlos Lamarca no sertão da Bahia, narrando uma criativa metáfora em que Lampião, o Rei do Cangaço, prepara o capitão da guerrilha para o transe final, conta Emiliano. A segunda premiação foi com o filme Lyn e Katazan, em 1986. O cineasta foi premiado também no Festival de Gramado, em 1989, com o clássico cinema marginal "Super Outro"
Segundo o petista, o longa "Eu Me Lembro" tem como pano de fundo o período que vai do suicídio de Getúlio Vargas (1954) à morte do jornalista Vladimir Herzog(1975), passando pela morte do poeta Torquato Neto (1972). O personagem central do filme vive situações ligadas à ditadura, à tortura, à clandestinidade, ao sexo e às drogas, tudo ao som de duas canções de Caetano Veloso - Baby e a até então inédita Eu Me Lembro ? e músicas de Gilberto Gil, Beatles e Pink Floid. "Uma prova de que nem tudo é mediocridade no planeta Bahia", comenta Emiliano.
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