Guido Guerra em conversa descontraída com Clóvis Ferraz, Délio Pinheiro e Paulo Bina
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A Assembléia Legislativa e a Academia de Letras da Bahia lançam hoje, das 17h às 22h, no Conselho Estadual de Cultura, no Campo Grande (prédio anexo ao Palácio da Aclamação), o livro A Noite dos Coronéis, do jornalista, escritor e acadêmico Guido Guerra ? também integrante do Conselho. Dividida em dois volumes, a publicação reúne 37 entrevistas de personalidades da vida cultural baiana. Entre os entrevistados figuram dom Timóteo Amoroso Anastácio, Juca Ferreira, Jorge Amado, Adonias Filho, João Ubaldo Ribeiro, Jurema Pena, Batatinha, Bob Laô, Sinésio Alves, José Silveira, Jehová de Carvalho, Floriano Teixeira, Graça Ramos, Palma Neto e José Ribamar.
É o primeiro livro lançado na gestão do deputado Clóvis Ferraz, que duplicou a amplitude do convênio que a Assembléia mantém com a Academia ? quando da sua renovação, passando para 10 volumes em dois anos ?, e está fechando outro convênio com a Universidade Federal da Bahia para a edição de outros cinco livros anuais. Serão publicações voltadas para a recuperação da memória do estado, para o relançamento de livros de alto valor histórico ou literário que estejam fora de catálogo e também relacionados com a produção de teses de mestrado e doutorado. Professor universitário, Clóvis Ferraz considera a educação e a difusão de cultura como prioridade, acreditando ser papel legítimo do Legislativo contribuir neste sentido, aproximando-se da comunidade baiana e das nossas mais relevantes tradições.
CONTEXTO
Para além de simples entrevistas, o texto de Guido traça um painel claro de uma Bahia que está desaparecendo e onde a cultura ? dita de elite ? engatinhava, compartilhando com a cultura popular endereços da boêmia eliminados pela modernidade. Um período elástico, mas compreendido principalmente entre o final dos anos 40 e 80, que, examinado em perspectiva, tem na ingenuidade sua marca maior. Tabaris, Rumba Dancing, Café das Meninas e Anjo Azul são alguns dos pontos onde se fez a história cultural da Bahia (Salvador), lembrados com saudade pelos entrevistados, que emulam a gênese de movimentos culturais como as Jogralescas, a revista Mapa e o (antigo) jornal IC.
As intervenções do entrevistador são mínimas. Todo o espaço está aberto para os personagens, boa parte deles seus amigos ou companheiros de aventuras lítero-culturais, que não hesitaram em abrir o coração e tratar de temas espinhosos com franqueza. Essas preciosidades jornalísticas foram editadas e publicadas originalmente no Jornal da Bahia. A presente publicação tem capa ilustrada por Gentil e foi editada por Cid Seixas, também responsável pelas caricaturas digitais realizadas a partir de fotografias cedidas pelos arquivos de A Tarde e da Tribuna da Bahia. A publicação de A Noite dos Coronéis foi decidida pela Academia a partir de indicação do professor Luís Henrique Tavares.
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