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Morte de Ângelo Magalhães consterna AL

Publicado em: 20/12/2005 21:32
Editoria: Diário Oficial

Alcântara: cordial e correto nas ações
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O falecimento do ex-deputado Ângelo Magalhães consternou a Assembléia Legislativa, casa política em que ele iniciou-se na vida pública ao assumir, ainda na década de 1960, uma cadeira de deputado estadual. Além do luto oficial decretado pelo presidente Clóvis Ferraz (PFL), o súbito desaparecimento do ex-parlamentar foi registrado em três moções de pesar que contaram com apoio suprapartidário, salientando seu temperamento "cordial e generoso" e a sua dedicação à causa pública ? dos deputados Paulo Azi (PFL), Pedro Alcântara (PL) e Aderbal Caldas (PP).

Nascido em 30 de janeiro de 1926, ele estava prestes a completar 80 anos e continuava atuando no serviço público, trabalhando na Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia). O líder da bancada governista, Paulo Azi, lembrou que ele era filho de um dos grandes educadores desta terra, o professor Francisco Peixoto de Magalhães Neto, sendo, portanto, irmão do senador Antonio Carlos Magalhães, e que desde jovem ele foi atraído para a vida pública, vocação que legou ao filho e ao neto, o deputado federal Paulo Magalhães e o vereador Paulo Magalhães Neto. Ele solidarizou-se com a viúva, dona Amália, com seus irmãos, Antonio Carlos, Jaime, Eduardo Jorge e Helena, além de seus filhos e netos.

Por seu lado, Pedro Alcântara registrou o luto que recobriu o mundo político baiano com o falecimento de Ângelo Magalhães, "um político correto e competente, que imprimiu como marca em sua vida pública a cordialidade no trato pessoal e a correção nas ações político-administrativas ? um exemplo de coerência e coragem". Já Aderbal Caldas lembrou que ele era médico, "mas a sua grande vocação foi mesmo a política, à qual dedicou a maior parte da vida, quer na Assembléia Legislativa, quer na Câmara Federal". Aderbal frisou a importância do voto que ele conferiu a Tancredo Neves, na disputa contra Paulo Maluf, e que marcou o início da Nova República e o encerramento do ciclo ditatorial implantado a partir de 1964. O representante do PP recolheu depoimentos das mais expressivas personalidades do mundo político referentes ao ex-deputado.

Ângelo Magalhães foi funcionário dos Correios e teve uma carreira parlamentar expressiva. O seu sepultamento, no jazigo da família no Cemitério do Campo Santo, foi acompanhado por várias autoridades, além de seus familiares e amigos, sendo registrada a presença do governador Paulo Souto, do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, dos senadores César Borges e Rodolpho Tourinho (além do senador Antonio Carlos Magalhães), do presidente da Assembléia, deputado Clóvis Ferraz, e do vice-governador Eraldo Tinoco, além de deputados federais, estaduais, conselheiros dos tribunais de contas, secretários, servidores públicos e pessoas simples que o admiravam.



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