Com o tema “O Preço do descaso é a minha vida - Juventude Negra Tombando e Mulheres Negras Chorando”, a Comissão de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Bira Corôa (PT), reuniu ontem no Auditório Jornalista Jorge Calmon cerca de 300 jovens dos movimentos negros, além de diversas autoridades e parlamentares.
“Não somente na Bahia, considerada a capital mais negra do país, a cada divulgação de dados sobre homicídios no Brasil fica constatado que morrem mais jovens negros, do sexo masculino, moradores de periferia e áreas metropolitanas dos centros urbanos”, disse o petista.
“Estou muito feliz com esta audiência pública, pois só podemos avaliar toda essa violência discutindo o contexto dessa violência. Eu posso dizer que o extermínio da juventude negra tem que ser discutido não somente de maneira setorial, mas por toda sociedade e precisamos focar em vários setores, como por exemplo o de trabalho. Por isso reafirmo que abro esta sessão com muita satisfação em poder discutir este assunto com a sociedade, reconhecendo que antes de abrir a discussão é bom vivenciar os problemas com aqueles que fazem parte desse contexto”, ressaltou o parlamentar.
Um desfile do grupo ‘Jovens Periféricos’, formado por negros sob o comando do professor Jackson Palma, encantou o público presente com apresentação musical e vídeos de hip hop gravados por artistas no subúrbio rodoviário. Além do desfile com frases escritas em papel cartolina que demonstram a revolta dos mesmos “pelo considerado extermínio dos jovens negros”.
Participaram também da audiência os deputados Zé Neto (PT), líder da Bancada do Governo, Maria del Carmen (PT), o vereador Hilton Coelho e líderes de outros movimentos.
Bira Corôa agradeceu aos jovens do subúrbio “pela formação política e grau cultural que vêm sendo desenvolvidos na região, ressaltando que “as políticas implementadas em Salvador favorecem à elite baiana e não a nossa periferia. Fiquei maravilhado com a triplicação do público esperado”, concluiu Corôa.
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