O Conselho Estadual de Saúde se reuniu extraordinariamente, na tarde desta quinta-feira (22), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA. Além dos conselheiros, participaram do evento o presidente do conselho, Ricardo Mendonça, o coordenador de Regulação da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), Paulo de Tarso, e o coordenador do Programa Mais Médicos no Estado, Cristino Sóster. Na pauta, esteve a apresentação da Programação Anual de Saúde para 2019, a Política Estadual de Regulação do Estado e a situação atual do programa Mais Médicos.
Durante a tarde, os conselheiros assistiram à apresentação da Política Estadual de Regulamentação e do Programa Estadual de Saude, por Tarso de Castro e pela sanitarista da APG-Sesab, Liz Bandarra. Interligada ao PPA, a Programação Anual de Saúde (PAS) prevê um orçamento de aproximadamente R$ 5,4 bilhões para o próximo ano, montante que será distribuído em toda a rede, nos compromissos com a vigilância sanitária, assistência integrada à saúde - atenção básica, média e alta complexidade, rede própria com todos os hospitais , gestão indiretas, povos tradicionais e população LGBT, assistência farmacêutica, saúde do trabalhador, central de regulação, entre outros.
O presidente do Conselho Estadual de Saúde, Ricardo Mendonça, justificou a convocação de reunião extraordinária em virtude da situação da saúde na Bahia. O Conselho solicita mais investimento do Governo do Estado para a questão do atendimento aos pacientes com HPLV, doença sexualmente transmissível, que ainda não tem tratamento específico. "É um problema novo que vem crescendo muito no estado da Bahia, principalmente em Salvador, e é muito importante garantir o atendimento primário, teste sorológico, medicamentos e acompanhamento desses pacientes".
Mais médicos - Os impactos e as perspectivas da saúde na Bahia, depois do rompimento do acordo com os médicos cubanos, foram colocados na reunião pelo coordenador estadual do Programa Mais Médicos, José Cristino Sóster. "Com esse rompimento, 846 médicos cubanos deixam 317 municípios baianos, dez destes sem qualquer profissional de saúde. Isso é algo muito infeliz. Esse impacto vai se dar com a sobrecarga de pronto atendimentos, porque algumas situações vão se agudizar", alertou.
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