Em sessão especial realizada na manhã de ontem (7), a Assembleia Legislativa (ALBA) “chancelou a baianidade” do executivo Frederico Araújo Góes dos Santos, da Raízen, empresa formada a partir da fusão da Shell Brasil S.A com o grupo Cosan. Isso porque, nas palavras do presidente do Legislativo e proponente da sessão, deputado Angelo Coronel (PSD), o carioca nascido em Niterói já virou baiano há muito tempo. “Hoje, estamos apenas chancelando esta baianidade”, reforçou Coronel, na entrega do Título de Cidadão Baiano ao executivo.
Formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Frederico Góes começou na petrolífera anglo-holandesa, em 1997, como estagiário da companhia. Em uma carreira meteórica, em 1998 já se tornara gerente de operações do Rio de Janeiro, posição que ocupou até o ano 2000. De 2001 a 2005, ocupou diversos cargos nas áreas de planejamento da Shell, sendo responsável pelos estudos estratégicos e portifólio da companhia para a América Latina.
Em 2005, após um breve período fora do Brasil, ele foi convidado para assumir a gerência regional de vendas da Shell para o Nordeste. “Veio para Salvador e se apaixonou pela Bahia”, afirmou Angelo Coronel, ao discursar na sessão. Segundo o deputado, o executivo esperou nascer Rafaela, sua segunda filha, e mudou-se definitivamente para Salvador em 2006.
“Frederico trabalhou duro e arduamente, sabendo que sem o trabalho não vencemos”, acrescentou Coronel, citando que ele abriu 60 novos postos de combustíveis, “gerou negócios, contribuiu com mais impostos e criou mais de mil empregos para os baianos”. Segundo o parlamentar, ele investiu também na modernização dos terminais de combustíveis de Madre de Deus e de Jequié, além de inaugurar o terminal de Itabuna, expandindo a empresa em direção ao Sul da Bahia.
“Por causa desse dinamismo, colocou a bandeira da Shell como a segunda maior da Bahia no mercado de combustíveis”, observou o presidente da ALBA. Em 2009, acrescentou Coronel, ele transferiu-se para São Paulo, onde ficou por quatro anos, para participar da formação da Raízen, união da Shell com o grupo Cosan. “Uma quase caipirinha – a mistura da gasolina e do diesel com o álcool e com o açúcar”, brincou Coronel, na sessão.
A Raízen é hoje um gigante do setor de combustíveis e agrícola. É o primeiro produtor do Brasil de etanol gerado a partir da cana-de-açúcar. Atualmente, conta com 26 usinas de produção de açúcar e etanol, mais de 30 mil funcionários e 13 centrais termoelétricas. Em 2017, vendeu no Brasil 25 bilhões de litros de combustível da marca Shell. Dispõe também de 68 terminais de distribuição de combustível. No ano passado faturou R$79,2 bilhões. “Tudo isso tem a marca, tem a contribuição desse incansável trabalhador chamado Frederico Araújo Góes dos Santos”, afirmou Coronel, observando que ele ainda foi premiado: a sede da diretoria da empresa é em Salvador.
Ao agradecer a homenagem, Frederico contou que sua história com a Bahia começou muito antes de sua jornada pela Shell. “Desde pequeno, em Niterói, ouvi de meu avô materno, Geraldo Benigno de Araújo Góes, que parte de nossa família teria vindo para a Bahia e que teríamos parentes aqui”, afirmou o homenageado, no início do seu discurso. Ele contou ainda que quando se mudou para Salvador, em 2005, assumiu a gerência regional de varejo da Shell para o Nordeste. “Eram tempos difíceis”, lembrou ele. “A Shell vinha de um longo período de resultados ruins, tinha reduzido muito a sua participação, quase saiu do Brasil mas queria retomar o plano de crescimento em solo brasileiro”, contou ele.
Frederico lembrou que os primeiros dias em Salvador foram turbulentos. “Quis o destino que a minha primeira participação formal fosse numa CPI dos Combustíveis, nessa mesma Casa, que aqui me encontro. Foi um bastimo de fogo. Mas acho que passei no teste”, afirmou. Segundo o executivo, começava ali uma trajetória de muitos negócios para a empresa, especialmente na Bahia. Entre eles, Frederico citou a expansão do terminal de Madre de Deus, a modernização do terminal de Jequié e abertura de outro em Itabuna. “Nos consolidamos como a segunda maior empresa do setor de combustíveis no estado e com parcerias sólidas com grandes empresários e redes de postos baianos”, acrescentou ele.
Ele contou também que participou ativamente do surgimento da Raízen e foi convidado a assumir a diretoria comercial Norte/Nordeste da empresa com a condição de escolher uma das capitais das duas regiões com sede. “Consultei Andressa (esposa dele), que prontamente sentenciou: voltaríamos para Salvador”, afirmou ele, observando que toda a família ficou radiante.
De volta a Bahia, a história de grandes parcerias se ampliou. Nos últimos cinco anos, a Raízen abriu cerca de cem novos postos de serviços, 30 lojas de conveniência, além de ampliar a participação nos aeroportos do estado. Ao concluir seu discurso, Frederico afirmou que o grupo continuará investindo no Brasil, no Nordeste e, principalmente, na Bahia, gerando empregos e contribuindo para o desenvolvimento do estado. “Temos a ambição de, num futuro próximo, sermos a empresa líder no setor de distribuição de combustíveis na Bahia. E tenho a certeza de que chegaremos lá com muito trabalho e apoio dos parceiros e empresários baianos, que sempre acreditaram na marca Shell, na nossa empresa e em mim”, concluiu o homenageado.
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