O deputado Marcelino Galo, líder da bancada do PT no Legislativo, foi o responsável por levar cartazes com mensagens de protesto contra a Vale. O petista registrou a realização de um ato feito por movimentos sociais, principalmente o de pessoas atingidas por barragens, em defesa do Rio São Francisco. “O que está por trás destes crimes é a flexibilização do licenciamento ambiental, a pressa, os não cuidados, os estudos sem aprofundamentos”, listou.
Marcelino Galo ainda mencionou em seu discurso o fato de ter apresentado um projeto na ALBA para proibir a construção de novas barragens na Bahia a montante, posição em que foi construída a de Brumadinho. “Quero registrar o movimento de atingidos por barragens nessa grande mobilização no Nordeste do Brasil. Estamos lutando juntos para que isso nunca mais aconteça no nosso país”, enfatizou.
O deputado Robinson Almeida Lula (PT) também registrou a passagem dos 30 dias do rompimento. “Venho me associar às palavras do nosso líder Marcelino Galo Lula, que fez um veemente protesto nesta passagem dos 30 dias do segundo maior desastre ambiental do país, que foi o rompimento da barragem de Brumadinho. Esse se junta ao maior crime ambiental, que foi o caso da barragem de Mariana. O Brasil não puniu os responsáveis pela primeira tragédia, a Vale não adotou nenhuma providência de eficiência e continua impune, e o Brasil assistindo a uma verdadeira odisseia para achar corpos soterrados há 30 dias”, discursou.
A petista Fátima Nunes Lula engrossou a fileira dos parlamentares que fizeram menção aos 30 dias da tragédia ocorrida em Minas Gerais. “Venho aqui fazer coro com as vozes do nosso partido, que tirou como deliberação fazer um manifesto a favor da vida e contra os tiranos da Vale, do governo federal, que impõem aos brasileiros a morte e o sofrimento. Para o capital, o que interessa é a ganância, é o bem viver deles e dos deles”, disse.
A deputada Neusa Lula Cadore (PT) citou o sofrimento enfrentado por familiares e amigos das vítimas. “Esse sentimento de dor e perda, de indignação com certeza toma conta de muita gente neste país. O que aconteceu em Brumadinho foi o maior acidente de trabalho, o pior desastre acontecido em uma barragem. Na verdade, não é um acidente, é um crime contra a população brasileira”, apontou.
Ao subir à tribuna, o deputado José de Arimateia (PRB) se deparou com o cartaz que tinha a mensagem “Não foi acidente” e quis saber do que se tratava. Ao ser informado pelos colegas parlamentares do manifesto, fez seu ato de desagravo: “Eu apoio. Realmente, não foi um acidente. Foi uma tragédia anunciada”.
O deputado Jacó Lula da Silva (PT) concordou com os legisladores da bancada e reforçou a tese de que o ocorrido em Brumadinho “foi um crime”. “Aquilo não foi um acidente. Foi um crime e só mostra o quanto difícil e criterioso e importante é regular essa questão da privatização”, discursou e, ao fim da sua fala, pediu um minuto de silêncio em homenagem às oito pessoas que morreram na cidade de América Dourada, no final de semana, vítimas de um acidente automobilístico.
A deputada Maria del Carmen Lula (PT) também mencionou o sentimento de perda que permeia as famílias com vítimas na tragédia. “São 30 dias de tragédia, 30 dias de sofrimento, 30 dias de angústia para tantos que perderam seus entes queridos. Mais de 130 ainda não foram encontrados. 130 pessoas que perderam a vida e seus familiares não têm como enterrá-los, pois ainda estão enterrados embaixo dessa lama”, descreveu.
Ao usar a tribuna pela primeira vez no mandato, o deputado Osni Cardoso Lula (PT) relembrou a trajetória da Vale desde sua privatização em 1997. “Quero reafirmar a percepção que tive desde Mariana e a percepção que tive desde o dia que eu vi a Vale sendo vendida naquela guerra judicial com valor estimado de quase R$ 100 bilhões, mas vendida por pouco mais de R$ 3 bilhões. É lamentável desde aquela época o que aconteceu com o Brasil por causa desse formato que muitos ainda acreditam ser esse o jeito de o país melhorar”, contextualizou.
O líder da bancada governista, deputado Rosemberg Lula Pinto (PT), enfatizou a necessidade de se buscar a prevenção de tragédias como a ocorrida em Minas Gerais. “Lamentável que ainda convivamos com diversas situações como esta no Brasil afora. Espero, mais uma vez, que todos nós tenhamos o olhar prioritário para situações como esta para evitar nova catástrofe e a gente possa evitar de estar aqui falando disso”, afirmou.
O deputado Zé Raimundo Lula (PT) prestou sua solidariedade à população mineira. “Quero registrar a minha solidariedade com todo o povo de Minas Gerais, também aqui com os deputados da nossa bancada, independentemente de partidos políticos, deputados que têm se posicionado de forma contundente contra esse crime cometido pela Vale do Rio Doce em Brumadinho e, anteriormente, em Mariana”, disse o parlamentar.
Líder da bancada da oposição, o deputado Targino Machado (DEM) se juntou ao ato de homenagem às vítimas da tragédia. “Manifesto a nossa solidariedade em meu nome, em nome de toda a bancada da oposição nesta Casa. As palavras de todos os colegas trouxeram de igual modo a solidariedade às vítimas desse crime perpetrado em Brumadinho”, disse o líder oposicionista, frisando que desde o ocorrido em Mariana, “nada foi feito neste período para se evitar novos rompimentos”.
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