O falecimento do engenheiro e político baiano, Luis Fernando Contreiras de Almeida, ocorrido em 15 de fevereiro, foi motivo de moção de pesar apresentada pela deputada Fabíola Mansur (PSB), na Assembleia Legislativa.
No documento, a socialista narra a trajetória do político nascido em Mundo Novo, em 1923, que foi testemunha de praticamente todos os episódios políticos e sócios-econômico ocorridos no mundo, principalmente na Bahia. Desde os 3 anos, presenciou a passagem da Coluna Prestes pelo município de Rio de Contas, onde residia com o pai que era chefe da estação de telégrafo.
Em Salvador ingressou na Faculdade Politécnica de Engenharia e não demorou a entrar para a política, lutando em diversas frentes, em favor das liberdades individuais e fundamentais. Foi preso em fevereiro de 1948, aos 25 anos de idade, por organizar o histórico comício na Praça da Sé, em comemoração do centenário do Manifesto Comunista de Marx e Engels e pela legalização do PCB, cassado pelo governo Dutra. Cinco anos depois, foi preso novamente, durante a campanha “O petróleo é nosso”, passando 15 dias trancafiado na Casa de Detenção, antigo Forte de Santo Antônio.
“Em 64, durante a Ditadura Militar, ficou preso mais de dois anos e sofreu diversas modalidades de tortura, desde eletrochoque, afogamentos e “pau de arara”, liderada pelo então coronel Brilhante Ustra, veementemente homenageado pelo agora presidente Jair Bolsonaro”, relata a socialista.
Referindo-se à apresentação do livro sobre Luis Contreiras, escrito pelo jornalista Elieser Cesar, a parlamentar reforça o caráter do político: “um homem movido a paixões, o engenheiro que ajudou a abrir estradas, construir pontes e prédios, e o comunista convicto que construiu utopias... Porém, jamais abdicou da crença no socialismo democrático e nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, tributários da Revolução Francesa”.
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