A prisão do policial militar do Rio de Janeiro, Ronnie Lessa, e do ex-policial Élcio Vieira de Queiroz, acusados de executar a vereadora carioca Marielle Franco, repercutiu na Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Os integrantes do colegiado aprovaram moção de apoio à Polícia Civil pelo curso da investigação e reiteraram a necessidade da continuidade para chegar aos mandantes do crime.
Proponente da moção, a deputada Maria del Carmen Lula (PT) acredita que a prisão não pode pôr fim às investigações. A petista espera a continuidade das investigações para a sociedade conhecer o mandante dos crimes e os motivos que levaram a execução da jovem política. O deputado Robinson Almeida Lula (PT) expôs o seu estranhamento ao saber da relação do policial Lessa com a família do presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar também cobrou celeridade na investigação e esclarecimento dos fatos.
A execução de Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes vai completar 1 ano no próximo dia 14. Para celebrar a vida de luta da vereadora e para cobrar a punição dos mandantes do crime, a Comissão de Direitos Humanos, em conjunto com o colegiado dos Direitos da Mulher, vai realizar sessão especial com o tema “Defensores dos Direitos Humanos – Vivas por Marielle”. Após o evento, os participantes seguem em marcha ao Tribunal de Justiça da Bahia.
“O assassinato da vereadora é um crime contra todas as mulheres. Atiraram em todas nós e atingiram em cheio a nossa já fragilizada democracia. A força de Marielle está viva em todos que defendem os direitos humanos”, afirmou a presidenta do colegiado, deputada Neusa Lula Cadore (PT).
Contem, os parlamentares também debateram questões relacionadas a presença das mulheres na política, com a defesa do projeto de Robinson Almeida em ampliar a presença feminina nos parlamentos. Discutiram ainda a repercussão da Reforma da Previdência, com definição de audiência pública para tratar o tema. E, por fim, a declaração da ministra Damares Alves, que no dia 8 de março, afirmou que a ideia de igualdade entre gêneros incentiva agressões nas mulheres, por isso colegiado aprovou moção de repúdio a ministra, com abstenção do deputado Pastor Tom (PSL).
Além dos deputados já citados, também participaram da reunião: o deputado Osni Cardoso Lula (PT), Fátima Nunes Lula (PT), Pastor Isidório Filho (Avante) e Fabíola Mansur (PSB).
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