Em moção de congratulações apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) pelos 40 anos do Olodum, o deputado Niltinho (PP) resgatou a história das quatro décadas de existência do bloco afro, que teria começado como uma "brincadeira carnavalesca" em 25 de abril de 1979. Hoje, diz o progressista, o Olodum “é um dos grandes símbolos da expressão cultural contemporânea do continente africano na Bahia”.
Segundo informa o deputado, “o nome Olodum é de origem yorubana, idioma falado pelos Yorubás oriundos da Nigéria e Benin, que vieram para a Bahia nos séculos passados”. As cores que representam o bloco “têm significativa tradução, já que formam a base do Pan-Africanismo, Rastafarianismo e do Movimento Reggae”. São cores da diáspora africana e constituem uma identidade internacional contra o racismo e a favor dos povos descendentes da África.
Com o passar dos anos, conta o autor da homenagem, e por estar localizado em um bairro carente de Salvador, o Olodum enfatizou também o lado social e humanitário e, a partir da década 1980, tornou-se uma organização não governamental (ONG) “representando o movimento negro brasileiro e desenvolvendo, assim, ações de combate à discriminação racial e estimulando a autoestima e orgulho dos afro-brasileiros, defendendo a luta dos direitos humanos na Bahia e no Brasil”.
Niltinho acredita que, por causa dessas e outras ações, o Olodum “contribuiu e vem somando decisivamente para a revitalização do Centro Histórico de Salvador”, não apenas como um local turístico, mas “como um lugar de esperança”. O bloco é o criador do Projeto Educacional Escola Olodum, “que tem a missão de capacitar jovens e adolescentes em áreas como a música percussiva, dança afro, informática, formação da cidadania, dentre outros, possibilitando que esses meninos e meninas possam vislumbrar um futuro melhor através da educação.”
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