O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Nelson Leal, exortou as entidades de classe na Bahia e a sociedade civil a encamparem um movimento de âmbito estadual contra o contingenciamento de recursos de quatro universidades públicas federais, determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Ele entende que o Legislativo baiano tem o dever de capitanear a formação de uma frente suprapartidária, com a participação de personalidades dos mais variados segmentos da sociedade, para evitar o que classificou de "bloqueio inaceitável".
Para o presidente da ALBA, o ensino superior público na Bahia enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história e esta medida provocará um prejuízo imensurável à formação superior dos nossos universitários, agrave; cultura, bem como a toda engrenagem que movimenta a economia do estado. O deputado Nelson Leal considera o contingenciamento nocivo à higidez financeira das instituições de ensino, comprometendo ensino, pesquisa e extensão – ainda mais que sob o argumento de “balbúrdia” e deficiência em desempenho acadêmico por parte das universidades atingidas.
“Tal argumentação não peca somente pela violação da autonomia universitária, assegurada pela Constituição Federal, em seu artigo 207. A justificativa prima pela sordidez nos princípios da acusação, e não menos pelo vazio no significado do substantivo utilizado”, indignou-se o parlamentar.
Ele ressaltou os extraordinários indicadores da Ufba, hoje, a condição de primeira do Nordeste, a décima do país e trigésima da América Latina, de acordo o Times Higher Education, ranking que mede o desempenho de 1.250 universidades de 36 países. Nos quesitos ensino, internacionalização, inovação e pesquisa, a Ufba é a décima quarta entre as 196 universidades brasileiras. E acrescentou que o número de doutorandos saltou de 17 para 54 de 2008 a 2017, mais que dobrando a produção científica.
Nesse cenário, considera inadmissível, imotivado e indefensável o corte da Ufba de R$37,3 milhões;da UFRB de R$16,3 milhões; da Ufob de R$11,8 milhões; e da UFSB de 38% de seu orçamento – um universo que pode chegar a assombrosa cifra de R$80 milhões no segundo semestre desse ano
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