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DIRETO DO PLENÁRIO II -Deputados debatem propostas da convocação extraordinária

Publicado em: 27/01/2020 21:32
Editoria: Notícia

O deputado Paulo Câmara (PSDB), vice-líder do Bloco da Minoria da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), ocupou o horário do grande expediente, nesta segunda-feira (27), com dois temas que repercutem na capital baiana: a inauguração do Centro de Convenções de Salvador e o fechamento do Colégio Estadual Odorico Tavares. O primeiro é um equipamento recentemente entregue pela Prefeitura de Salvador; e o segundo é conexo ao Projeto de Lei 23.724/2020, em análise na Casa, que autoriza o Executivo estadual a alienar o bem imóvel ora ocupado pela unidade de ensino.

Sobre o novo Centro de Convenções, Câmara adiantou que já existem 20 contratos assinados e 119 contratos em negociação para o ano de 2020, “perfazendo um orçamento previsto de quase R$ 300 milhões”. O tucano defendeu que o Governo do Estado desista de fazer outro Centro de Convenções, detalhando que o novo espaço “comporta 14 mil pessoas em ambiente fechado; 20 mil pessoas em ambiente aberto; e tem vagas de estacionamento para 1500 veículos”.

Antecipando seu voto contrário ao PL que trata sobre o Colégio Odorico Tavares, Paulo Câmara criticou o silêncio de entidades sindicais e deputados identificados com a bandeira da educação pública. O parlamentar questionou, entre outros aspectos, porque alienar um prédio que não está abandonado e em pleno funcionamento; e porque não outra área ou terreno pertencente ao Estado. Ele ainda leu parte de manifesto assinado pela comunidade escolar, no qual se diz ter demanda permanente de matrícula na unidade e a coloca entre as 10 melhores notas do Enem de Salvador.

Em aparte, o líder da oposição, deputado Targino Machado (DEM), também indagou o porquê de se “fechar uma escola cujo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é maior que a média do Estado”. Em contradita concedida por Paulo Câmara, o líder da maioria, deputado Rosemberg Pinto (PT), justificou que a proposta em destaque vai propiciar ao Estado a construção de 10 novas escolas na capital e no interior. O petista deu o exemplo do bairro de Pau da Lima, em Salvador, onde o Governo do Estado  aluga dois prédios para abrigar cerca de 5800 alunos. “Não é justo. Por isso temos que vender ali que hoje só conta com 300 alunos inscritos”, defendeu Rosemberg.


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