A inclusão de dois instrumentos sagrados do Candomblé - Adjá e Machado de Xangô - entre os símbolos religiosos expostos no plenário, foi sugestão do deputado Jacó Lula da Silva (PT), ao presidente da Casa Legislativa, Nelson Leal.
A condição de laicidade do estado brasileiro, assim como a neutralidade e igualdade possível com relação à diversidade, foram argumentos colocados pelo parlamentar. Segundo o petista, em uma democracia, a pluralidade de crenças e valores é incalculável, por repousar sobre a liberdade, permitindo a convivência da diversidade e pluralidade humana.
Também contextualizou a Bahia, um estado com 85% da sua população de origem afrodescendente, com forte presença do candomblé como expressão religiosa. “A Casa Legislativa por representar a pluralidade da sociedade, não pode desconsiderar esses elementos em sua representação religiosa”, ressaltou.
“Não advogamos que o estado tenha uma opção religiosa, e sim a convivência com a diversidade de religiões. E sendo assim, se as Casas Legislativas exprimirem símbolos em seus recintos, que sejam todos representados”, concluiu.
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