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Osni aplaude João Carlos Petrini, bispo emérito de Camaçari

Publicado em: 24/11/2021 05:57
Editoria: Notícia

Deputado Osni Cardoso Lula (PT)
Foto: Arquivo/ASCOM

O deputado Osni Cardoso Lula  (PT) apresentou moção de aplausos para João Carlos Petrini, primeiro bispo da Diocese de Camaçari. Ele exerceu a função por 11 anos e pediu renúncia ao papa Francisco em função da idade, 75 anos, conforme o cânon 401 do Código de Direito Canônico, tornando-se assim bispo emérito. Ele foi substituído por Dirceu de Oliveira Medeiros, nomeado para o bispado há um mês.

O parlamentar destaca a trajetória de João Carlos e o legado que ele deixa em Camaçari. O religioso nasceu em Fermo, na Itália, em 18 de novembro de 1945. “Em maio de 2007, participou da Conferência de Aparecida e é um dos maiores divulgadores do movimento Comunhão e Libertação, do qual faz parte desde o ano de 1965”, conta Osni.

Ele chegou a São Paulo, ainda leigo, como membro de uma equipe missionária da Diocese de Fermo para um trabalho no bairro de São Mateus, na época, o último bairro da cidade, na Zona Leste de São Paulo. Ficou na cidade, onde se formou em Teologia pela Faculdade Nossa Senhora da Assunção, sendo ordenado diácono em 1974 pelo cardeal arcebispo dom Paulo Evaristo Arns. Ao se tornar sacerdote voltou à cidade natal, Fermo, em 28 de junho de 1975. Estudou Ciências Políticas, na Universidade de Perugia, Itália.

Após a ordenação, retornou ao Brasil e foi nomeado responsável pela Pastoral Universitária da Arquidiocese de São Paulo, atividade que manteve até o ano de 1988. Durante os anos em que esteve à frente da Pastoral Universitária, foram criadas comunidades universitárias e pós-universitárias, inseridas no mundo do trabalho e da cultura.

A pedido do Arcebispo Dom Paulo, fez o mestrado e doutorado em Ciências Sociais, na PUC de São Paulo. Nestes anos, também desempenhou a função de professor na mesma universidade, realizando pesquisas sobre comunidades de base e sobre as relações entre religião e sociedade moderna. Em 1989, mudou-se para Salvador, onde foi reitor do Seminário Propedêutico e diretor do Instituto de Teologia da Ucsal.

Em 2004, foi responsável pela criação do Mestrado e Doutorado em Família na Sociedade Contemporânea, da Universidade Católica de Salvador. Em fevereiro de 2005, foi nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de São Salvador da Bahia, pelo Papa João Paulo II, sendo ordenado no dia 10 de março do mesmo ano. No ano de 2007, participou da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe, a convite do Papa Bento XVI.

Em 15 de dezembro de 2010, foi nomeado primeiro bispo da então criada diocese de Camaçari (desmembrada da arquidiocese de São Salvador da Bahia) e, em 19 de fevereiro de 2011, assumiu a diocese de Camaçari como bispo titular. Foi presidente da Comissão Episcopal para a Vida e Família da CNBB, entre os anos de 2011 e 2015, e presidente do Regional Nordeste III, entre os anos de 2015 e 2019. No ano de 2015, participou do sínodo da família, como um dos representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Desde 2008, é o diretor da Seção Brasileira do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, com sede em Salvador (BA).



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