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Dal celebra os 106 anos da Igreja Batista de Ipiaú

Publicado em: 22/12/2021 06:36
Editoria: Notícia

Deputado Dal (PP)
Foto: Arquivo/ASCOM

O deputado Dal (PP) registrou, na Assembleia Legislativa da Bahia, uma moção de congratulações pelos 106 anos da Primeira Igreja Batista (PIB) de Rio Novo, no município de Ipiaú. Com o tema “Firmes na Proclamação do Evangelho”, a instituição religiosa celebra mais um ano de existência vitoriosa, afirma o parlamentar, tendo sua história imortalizada no livro Um Tempo para Contar o que Fizemos, escrito por Jeová Amaro Benjoino.

O progressista conta que no território do atual município de Ibirataia, precisamente na Fazenda Tupi, se formou o grupo pioneiro da doutrina batista em Ipiaú. Isso aconteceu em 1913, quando a propriedade tinha a denominação de Boa União e pertencia ao Sr. Marcelino José de Lima, natural de Areia (atual Ubaíra), que viria a se tornar o primeiro pastor da futura Igreja Batista de Rio Novo. Lembra ainda que Seu Marcelino, como era chamado, teria hospedado um caixeiro viajante que o evangelizou, oferecendo-lhe uma bíblia. Convertido à fé cristã, Seu Marcelino começou a pregar aos seus parentes e vizinhos e, menos de um ano depois, convidou o pastor de Gandu, João Martim de Almeida, para batizar o grupo de 16 novos “crentes”.

O legislador diz que, na ocasião, foi organizada a Congregação Batista Boa União e, ao mesmo tempo, construiu-se um cemitério que passou a ser conhecido como Cemitério dos Crentes. Sabe-se que naquela época os não convertidos não aceitavam ser enterrados no mesmo local onde eram enterrados os “crentes”. 

Uma série de dificuldades foi enfrentada por Marcelino José de Lima para a propagação da doutrina e a realização dos batismos. Até com homens armados se deparou nessa missão. Dal relata também que no dia 1º de julho de 1913 foi criada outra congregação na Fazenda Água Branca, na região denominada de Corrida, que se localizava mais próxima ao distrito de Alfredo Martins (atual Ipiaú), funcionando inicialmente em uma casa de taipa pertencente a Pedro Marques Marambaia.

Em 17 de outubro de 1915, explica o deputado, a Congregação da Boa União transfere seus membros para a Congregação da Água Branca, que passou a ser denominada de Igreja Batista Evangélica de Água Branca, com 22 membros. Dois anos e quatro meses depois, a sede dessa igreja foi transferida para o distrito de Alfredo Martins, mas somente em 1924, já com o nome de Primeira Igreja Batista de Rio Novo, a instituição é registrada na Convenção Batista Brasileira. Quem se encarregou disso foi o pastor Marcelino, mas, por ele ser leigo, os documentos foram assinados pelo pastor Elias Ramalho, membro da Convenção Batista Baiana, pastor em Jaguaquara. Em 1953, a sede da PIB de Rio Novo é instalada na Praça Alberto Pinto, onde permanece até hoje.

De acordo com Dal, “homens de boa vontade pastorearam a igreja durante a sua consolidação no município”. Da relação, constam os nomes dos pastores Arlindo Vilar, Francisco Ferreira, Luiz Régis (que criou os estatutos da igreja), Max Grei White (missionário norte-americano), Abílio Pereira Gomes, Esmeraldo Santos, além de Paulo José da Silva Junior, que pastoreou durante 40 anos consecutivos (1956-1996) e foi substituído pelo pastor Carlos César Januário, que permanece no cargo até os dias de hoje, cabendo-lhe a honra de comandar as celebrações do centenário.

Muitos se colocaram para dar continuidade ao trabalho de Marcelino José da Silva, ressalta o parlamentar. “A juventude batista se prepara para dar continuidade ao trabalho, ser elo entre o passado e o futuro, testemunha do presente de importantes realizações pela honra e glória do Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim sendo, trago essa moção para que sirva de incentivo e estímulo a todos os membros dessa importante Congregação e ao povo de Ipiaú, com os quais tenho a honra de congratular-me”, finalizou o deputado Dal.



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