A deputada Olivia Santana (PC do B) parabenizou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese) pelos seus 65 anos de fundação. Na moção de aplauso em que registrou a data, Olívia lembrou que a entidade nasceu em 22 de dezembro de 1955 e é “uma ferramenta avançada de inteligência a serviço da conquista e salvaguarda dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras”, sendo, portanto, um dos pilares fundamentais para a produção de informações “essenciais para a reivindicação, elaboração e implementação de políticas públicas para a população brasileira, especialmente para os segmentos mais vulneráveis”.
Segundo ela, o Dieese desempenha papel singular para a democracia, visto que “sua missão é instrumentalizar a classe trabalhadora de dados e informações necessárias e imprescindíveis para que direitos não sejam violados, evitando-se mais desigualdades, violência, pobreza e a reprodução contínua de injustiças no campo do trabalho e das reações políticas, econômicas e sociais”.
Conforme a moção, o Departamento é portador de “capacidade e habilidade” de produção de dados e informações sobre o mundo do trabalho, condições sociais e econômicas, tendo participado ativamente e influenciado debates políticos e tomadas de decisões sobre projetos de desenvolvimento do país e criação “de ferramentas infraconstitucionais que foram alterando o caráter do Estado que só protegia os mais abonados e poucos trabalhadores formalizados e com carteira assinada, até a promulgação da Constituição Federal de 1988”.
A atual Carta Magna brasileira, prosseguiu a legisladora, “tem as digitais do Dieese”. Nela estão insculpidos direitos fundamentais para trabalhadores, população negra, povos indígenas, mulheres e grupos vulneráveis no âmbito de uma economia de mercado “condicionais aos interesses de empresários internacionais e nacionais comprometidos tão somente com seus ganhos de capital e expansão de suas riquezas”.
Ainda de acordo com Olívia Santana, do governo Juscelino Kubitschek, passando por João Goulart, ditadura militar, movimento diretas já, eleição de Tancredo Neves e governos civis, o Dieese atravessou e participou sem afastar-se “da missão principal”. De 1988 aos dias atuais, o Departamento sexagenário enfrentou embates técnicos e políticos nos governos José Sarney, Fernando Collor de Melo “e sua abertura desastrosa”, o período de transição de Itamar Franco, os governos de aprofundamento da agenda neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, “e os governos de retomada do desenvolvimento com inclusão social da era Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma”.
“Após 2016, quando da consumação do golpe político-institucional, que destituiu a presidente Dilma Rousseff, o Brasil regrediu política e economicamente, resultando em aumento do desemprego, pobreza, miséria, violência e perda de prestígio na arena internacional”, analisou a comunista, para quem “o cenário caótico de regressão e avanço das pautas conservadoras é agravado com eleição de um governo de extrema direita e advento da pandemia da Covid-19”.
Ela se congratulou com o Departamento pelo aniversário e, “com a mesma ênfase e entusiasmo”, parabenizou toda direção, destacadamente os técnicos e dirigentes atuantes na Bahia: Fausto Augusto Júnior, Patrícia Toledo Pelatieri, José Silvestre Prado de Oliveira, Ana Georgina Dias e Flavia Santana Rodrigues.
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