O deputado Luciano Simões Filho (DEM) parabeniza a cidade de Igrapiúna pela passagem do seu aniversário nesta quinta-feira (24). Na moção protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o parlamentar informa que a cidade homenageada foi fundada no século XVIII, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora de Igrapiúna, surgiu ao redor da Igreja da Matriz, numa zona de mata atlântica fechada. O transporte era todo feito através de barcos, e a cidade se desenvolveu como um centro mercantil, vivendo em função dos roçados e do cais fluvial.
O parlamentar lembrou que o transporte saía do cais, navegando no rio Igrapiúna até o delta e, de lá, indo para a costa do Brasil. Elevada à condição de vila em 1797, parte do Concelho de Camamu, a localidade viria a ganhar o status de município em 1892, já na República Velha, perdendo tal condição em 1942, por inviabilidade financeira. Foi rebaixada a distrito de Camamu, pelo que pleiteou a emancipação sucessivamente, em 1962, em 1980, e por fim, em 1988. Neste período, a empresa Firestone instalou uma fábrica lá, na década de 1960, trazendo grande desenvolvimento para a região, ativo que passaria ao controle da Michelin em 1984. Em 1988, Igrapiúna finalmente recobra sua condição de município.
Segundo Simões, a região costeira de Igrapiúna é predominantemente coberta de manguezais que crescem sobre os deltas dos rios Igrapiúna e Serinhaém. Saindo dos vales centrais do Concelho, o rio Igrapiúna deságua na Baía de Camamu, encerrando seu percurso na Ponta do Santo. Tendo o cais da cidade sofrido longo assoreamento, o embarcadouro foi transferido para fora da urbe, sendo erguido o molhe do Pau D'Óleo, distando 4 km da sede. Dele depende o transporte para as vilas insulares, e sua ligação com a sede. Quase defronte a este, a localidade da Ilha do Ambar, que gradualmente se transmuta num povoado com o passar dos anos.
Ao longo do rio Serinhaém, mais caudaloso, e que consiste na fronteira entre Igrapiúna e Ituberá, situam-se as vilas do Contrato, Timbuca, e a Ilha da Pescaria. O Contrato, a mais oriental freguesia do Concelho, é local de sua única praia povoada, de mesmo nome, e praça de veraneio dos igrapiunenses. O município conta com a Ilha de Quiepe, já em mar aberto, e a Ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu; ambas sob domínio de particulares.
“Um pedaço da Amazônia enriquece a região de Igrapiúna através das estirpes como borracha, cacau, pupunha, guaraná, piaçaba; bem como outras culturas tropicais, como o cravo e o dendê, fortalecendo a economia local”, finalizou Luciano Simões Filho.
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