A morte do economista José Carlos Zanetti, na última terça-feira (1º), consternou o deputado Jacó Lula da Silva (PT). Em moção de pesar, apresentada na Assembleia Legislativa, ele afirma que “o falecimento de Zanetti deixou uma profunda lacuna nos movimentos sociais, em especial aos ativistas dos Direitos Humanos”.
De acordo com Jacó, Zanetti atuava em várias frentes de defesa da democracia e dos direitos - principalmente junto à Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) - e “será sempre lembrado por todos e todas que acreditam num mundo melhor e numa sociedade baseada na igualdade, fraternidade, justiça social e respeito à dignidade humana. A sua história de vida nos inspira para continuar lutando pela democracia, principalmente nestes tempos sombrios de ameaças aos direitos humanos”.
Paranaense, José Carlos Zanetti, militante da Ação Popular (AP), chegou à Bahia em 1970, para escapar da repressão. Foi preso no dia 5 de maio de 1971, quando vinha de Feira de Santana trazendo material para uma reunião em Cabuçu, no Recôncavo. Segundo recorda Jacó, ele ficou preso durante dois anos e meio. Foi levado para o Forte do Barbalho, onde ficou três meses numa solitária, e depois para o Quartel dos Fuzileiros Navais, onde passou cinco meses, também numa solitária. Depois foi julgado e condenado a três anos de reclusão e teve os direitos políticos cassados por dez anos. Ficou preso na Galeria F da Penitenciária Lemos Brito.
Na moção de pesar, o deputado apresenta solidariedade à esposa de Zanetti, Cleusa, e à filha, Carolina, e pede que se dê conhecimento do seu teor à família, ao Cese e ao ex-deputado e professor Emiliano José.
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