Com moção de congratulações, a deputada Talita Oliveira (PSL) registrou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) a passagem do Dia Internacional da Mulher, “data em que se comemora a sua existência e lutas por dias melhores”. Ela homenageou “a leveza e a força, a sutileza e a garra, a dedicação e a determinação, a luta e a superação, dentre outras tantas virtudes femininas”, e renovou seus votos de “elevada consideração, estima e respeito”.
O Dia Internacional da Mulher é comemorado em 8 de março e, conforme o documento legislativo, foi inspirado na luta de mulheres nos Estados Unidos e na Europa que pediam melhor qualidade de vida, de trabalho e o direito de votar, e na greve das mulheres russas, que estavam revoltadas com a carga horária, a remuneração e o tratamento a elas dispensados pelas empresas em que trabalhavam.
Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, o dia se transformou em momento de homenagem à mulher e também de reflexão, “aliado ao combate a algumas desigualdades, a exemplo das remunerações, pois mesmo que a mulher se qualifique cada vez mais profissionalmente para o mercado de trabalho, a maioria ainda recebe salários menores que os homens na mesma função”, disse Talita.
Ainda de acordo com a parlamentar, houve grande desenvolvimento social e econômico no mundo após inserção da mulher no mercado de trabalho e no meio político. “Comprovou-se o que já se sabia, a sua grande capacidade intelectual e de labor e que, mesmo depois de tanta discriminação, de tantas lutas e obrigações, a mulher nunca deixou de ser a mãe, a esposa e a amiga de sempre”.
Quanto à legislação e sua aplicação em benefício da mulher no Brasil, legisladora baiana defende que “cabem várias reflexões e intervenções para melhorá-las”. Na sua opinião, embora tenham o objetivo de proteger a mulher, a exemplo da Lei Maria da Penha, “o que se vê é um crescimento das agressões, dos maus-tratos, da violência e crescimento assustador de feminicídio” no Brasil.
Para Talita Oliveira, o Dia Internacional da Mulher é uma merecida homenagem, “mas é também uma ótima data para combatermos a desvalorização, o preconceito dos quais a mulher é vítima e para incentivarmos a realização de conferências, reuniões e debates para discutir o papel da mulher e celebrar sua importância na sociedade”.
Segundo ela, as conquistas econômicas, sociais e políticas alcançadas advêm de muita luta, estudo e trabalho. “Atualmente, muitas mulheres são chefes de família e são elas as heroínas do dia a dia, que merecem ser valorizadas e ter os seus direitos respeitados”.
A parlamentar atesta que, ao longo dos anos, a mulher conseguiu derrubar várias barreiras mas, no Brasil, “ainda existem batalhas a vencer”, principalmente em relação a violência. “Inúmeros são os casos de agressões físicas e psicológicas contra as mulheres, temos que vencer este mal”, defendeu, para concluir afirmando: “Contem comigo, para lutarmos juntos em defesa dos direitos da mulher em todas as instâncias necessárias, no sentido de proporcionar o respeito que merecem”.
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