A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) vai lançar nesta quarta-feira (11) às 16h, pela Coleção Gente da Bahia, a biografia do artista plástico Aldinho Mendonça. De autoria do escritor, poeta e letrista Claudius Portugal, a obra “Aldinho Mendonça-Gracias a la vida” é fruto de uma “conversa” entre dois, na qual o biografado narra na primeira pessoa detalhes de sua vida, desde a infância e juventude na Península Itapagipana até as reflexões durante o isolamento na pandemia da Covid-19.
No prefácio do livro, o presidente da Assembleia, deputado Adolfo Menezes (PSD), pontuou que o projeto ALBA Cultural resgatou “do esquecimento obras de elevado teor memorialístico, histórico e cultural”. Segundo Adolfo, após ser criado como “mera ferramenta de marketing cultural”, o projeto ganhou relevância, “suprindo lacunas indesejáveis do mercado editorial comercial e foi guindado ao patamar mesmo de instrumento de cultura”.
O presidente da ALBA observou que a Coleção Gente da Bahia teve início com a biografia do também artista plástico Carybé. “Idealizado para tornar acessível às novas gerações vida e obra de baianos icônicos, a coleção ultrapassou os dez tomos previstos e ganhou status de selo do programa ALBA Cultural”.
Esta última obra da Coleção Gente da Bahia, que será lançada no Saguão Nestor Duarte da ALBA, resgata não só a história de Aldinho Mendonça como da própria história recente de Salvador. O artista plástico e servidor público lembra, na conversa com Claudius Portugal, de momentos marcantes da capital baiana, quando por exemplo o Carnaval tinha como ponto alto a Praça Castro Alves, com seus “mascarados, pierrôs e mortalhas”.
Aldinho fala sobre o Porto da Barra, a boemia no Rio Vermelho, os veraneios passados com a família na Praia de Inema. Ele lembra também da noite em Salvador, no final dos anos 70 e início da década de 80, quando a juventude frequentava boates que marcaram época, a exemplo da Hippopotamus, Régine’s, e a Barroco, na Graça, entre outras. O biografado recorda também da sua vida de empresário da moda e dono da loja Depozzito, que funcionava no Shopping Iguatemi.
Mas, como não poderia ser diferente, são os momentos vividos como artista plástico que ganham mais destaque no livro. Logo no primeiro capítulo, Aldinho conta como foi seu retorno às exposições, no Palacete das Artes, na época Museu Rodin.
“Passados tantos anos revejo Aldinho Mendonça novamente exercitando sua memória através de seus desenhos e pinturas, desta vez retratando uma época passada e maravilhosa da nossa Bahia, reverenciando, interpretando e homenageando uma extraordinária geração de pintores baianos, a exemplo de Carlos Bastos, Genaro de Carvalho, Carybé, Tatti Moreno, Luiz Jasmin, Calasans Neto, Juarez Paraíso e muitos outros que, assim como Aldinho, não escondiam suas vocações decorativas em seus trabalhos, e que por um longo período vinculam sua arte à arquitetura”, escreveu Claudius Portugal, na introdução da obra.
Além da recente biografia, Portugal é autor de diversos outros livros e biografias, a exemplo de “Juarez Paraíso, um mestre na arte da Bahia”, “Sante Scaldaferri, baiano, nordestino, brasileiro, universal” e “Genaro, tecendo memórias”, tendo como coautora Nair de Carvalho, entre diversos outros.
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