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Olívia sugere homenagem póstuma para Alaíde do Feijão

Publicado em: 10/05/2022 18:40
Editoria: Notícia

Deputada Olívia Santana (PCdoB)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
A deputada Olívia Santana (PCdoB) apresentou indicação endereçada ao governador Rui Costa solicitando que o Restaurante Popular da Liberdade passe a ser chamado Restaurante Escola Alaíde do Feijão e que o centro passe a formar pessoas para preparo da Gastronomia Popular, a qual a quituteira Alaíde do Feijão era especialista.


Alaíde faleceu, esse ano, de Covid-19. “Ela é a mulher do feijão, do movimento negro e dos movimentos sociais. Mulher negra que não fazia guerra, mas não fugia da luta, não desistia da labuta apesar de tanto não, tanta dor e perseguição. Alaíde é inspiração”, disse a deputada.



Alaíde expandiu o negócio iniciado pela mãe, atraiu novos amigos, amigas e clientes e conseguiu, em 1993, autorização para ocupar um imóvel e inaugurar o restaurante de Alaíde do Feijão, localizado na Ladeira da Ordem Terceira de São Francisco, já no recém-revitalizado Pelourinho, Centro Histórico de Salvador. O novo espaço foi ponto de encontros de intelectuais, militantes do movimento negro, artistas, jornalistas, políticos, empresários, turistas e gente do povo. Em 2015 o restaurante foi transferido para Rua das Laranjeiras, também no Pelô. Local de grande encontros e reunião da Bancada do Feijão.


Alaíde deixou grande legado para suas três filhas e sete netas e netos. Seu restaurante recebeu personalidades com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela é ganhadora de prêmios locais e nacionais, além de ser homenageada pela Câmara de Vereadores de Salvador, da ALBA, entre ouras instituições.



“Atribuir ao Restaurante Popular o nome da quituteira Alaíde do Feijão é um grande reconhecimento ao seu legado, que sempre alimentou os menos favorecidos, abrindo as portas do seu restaurante para quem não podia pagar, além de ser uma referência para todo o Centro Histórico de Salvador, onde está inserido o bairro da Liberdade. A ideia é que o restaurante possa se tornar também numa escola para a formação de pessoas no preparo dos alimentos, para que o conhecimento seja ampliado, gerando autonomia para os trabalhadores e trabalhadoras”, justificou.



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