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Hilton parabeniza Mateus Aleluia por título de Doutor Honoris Causa

Publicado em: 12/05/2022 19:26
Editoria: Notícia

Deputado Hilton Coelho (Psol)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
O deputado Hilton Coelho (Psol) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma moção de aplausos ao cantor e compositor Mateus Aleluia pelo título recebido de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).


Hilton observou, no documento, que o título é um reconhecimento conferido a personalidades nacionais ou estrangeiras, não pertencentes ao quadro de servidores efetivos da UFRB, que se destacam pela atuação ou saber em prol das ciências, das artes, da filosofia, e das culturas com contribuição de alta relevância para o país ou humanidade.


Segundo ele, “Mateus Aleluia Lima, nascido em Cachoeira em 25 de setembro de 1943, é muito mais que um músico, cantor, compositor, ativista negro, pesquisador brasileiro, remanescente da formação original do conjunto musical Os Tincoãs. É um Griô, um ser transmissor de conhecimento”.


Hilton conta ainda que o compositor iniciou sua carreira na cidade natal e, ao lado de Dadinho, foi responsável pelo perfil artístico ideológico dos Tincoãs, considerado o primeiro grupo vocal a expressar, na história da Música Popular Brasileira, a herança cultural – musical e linguística – de diferentes povos africanos que aqui aportaram.


“A ligação estreita que estabeleciam com a África tornou-se uma realidade concreta na vida de Mateus e Dadinho. Foi no samba de roda do Recôncavo baiano e nas músicas sagradas dos terreiros de candomblé de uma das regiões com maior predominância de população negra do país que Os Tincoãs buscaram inspiração e repertório musical”, explica o legislador.


Conforme ele relata, Mateus Aleluia mudou-se para Angola em 1983, onde passou a desenvolver um trabalho de pesquisa cultural. Contratado pela Secretaria de Cultura de Estado de Angola, viajou o país ao encontro de mestres e mestras dos mais diversos saberes. Sua pesquisa é focada na ancestralidade musical pan-africana. De volta ao Brasil, por volta dos anos 2000, ele retomou o trabalho artístico em uma aclamada carreira solo.


Em 2010, lançou Cinco Sentidos, seu primeiro álbum solo, produzido pelo Selo Garimpo e patrocinado pela Petrobras. Em 2017, lançou o disco Fogueira Doce, produzido de maneira independente. E em 2020, com mais de 60 anos de carreira, Matheus Aleluia lançou seu terceiro álbum solo, Olorum.



“Ao compilar os elementos ancestrais das culturas e religiões das nações africanas trazidas para a Bahia e o Brasil, Mateus Aleluia mergulha de modo profundo no processo de construção da identidade do povo baiano, brasileiro e de nações africanas. O artista baiano acredita ter na pesquisa um grande culto à nossa ancestralidade, a partir de uma revisita a lugares que são pontos de partida para a sociedade brasileira de hoje, especialmente para o povo negro”, finaliza Hilton, parabenizando a UFRB pelo reconhecimento merecido ao mestre.



















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