Quinta-feira , 30 de Junho de 2022

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Talita Oliveira reafirma luta contra as drogas

Publicado em: 20/05/2022 10:45
Editoria: Notícia

Deputada Talita Oliveira (Republicanos)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
“É muitíssimo prejudicial, especialmente à formação das crianças e dos adolescentes, a exibição pela mídia de entrevistas, declarações, filmes, novelas, músicas ou comerciais, difundindo a droga como algo positivo, charmoso, inofensivo e até estimulante para a criatividade”. A declaração é da deputada Talita Oliveira (Republicanos), que apresentou moção na Assembleia Legislativa reagindo à opinião do secretário de Segurança Pública, Ricardo Mandarino, favorável à descriminalização da maconha.


Talita considera que declarações como a do secretário, feitas durante um congresso no mês de abril, cujo vídeo foi publicado na última terça-feira, “acaba reforçando a posição do dependente químico e estimulando pessoas que, de outra forma, não teriam disposição para experimentar um entorpecente”. Para ela, faltou responsabilidade a Ricardo Mandarino. Ela destaca que o chefe da Pasta afirmou que a maconha torna o ser humano um emancipado mental, que é o que se precisa ser e que as pessoas não podem ficar nestas caixinhas defendendo claramente a descriminalização do uso de drogas como a maconha.



“O gestor também argumentou que a maioria das pessoas consegue manter um controle no uso social da maconha e as pessoas que perdem o controle do uso social, ou seja, uso moderado da droga, são poucas, usando artistas como exemplo, para comentar sobre um possível aumento da criatividade após o uso da droga”, cita, enfatizando o que ela classificou de absurdo: “O Sr. Ricardo Mandarino ainda questionou que a criatividade aflorada pelo uso da maconha, pode também ser pensada em outras áreas, inclusive no meio científico e em outas atividades criativas”.



“Como pode um secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, que deveria ter o dever de combater as drogas, fazer declarações que despertam o interesse em experimentá-las. Será que ele está acima da Lei?”, questiona a republicana, considerando que a fala dele está tipificada pela Lei 11.343/06, que em seu Art. 33 § 2º estabelece pena de um a três anos de prisão para quem: induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga, havendo pena prevista de até três anos de reclusão e multa.



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