Quinta-feira , 30 de Junho de 2022

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Frente Parlamentar da Juventude instituirá conselho consultivo

Publicado em: 23/05/2022 19:20
Editoria: Notícia

Deputado Angelo Almeida (PSB) presidiu os trabalhos da reunião
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
Depois da instalação na Assembleia Legislativa, ocorrida no dia 30 de março passado, a Frente Parlamentar da Juventude deu mais um passo na construção coletiva de soluções para os problemas dos jovens baianos. Em reunião realizada nesta segunda-feira (23), no Plenarinho Deputado Coriolano Sales, o presidente da FPJ, deputado Angelo Almeida (PSB), abriu o processo de criação do conselho consultivo da frente, com a participação direta de lideranças estudantis e de movimentos sociais da periferia da capital e também do interior.



Logo no início das discussões, o socialista sugeriu aos integrantes que uma das primeiras ações do conselho deveria ser a elaboração de uma Carta-Manifesto da Juventude, uma espécie de registro para que as autoridades de diversos segmentos tenham um conhecimento maior dos anseios dos jovens. “Este Conselho é necessário para que a juventude seja protagonista desse processo. Vamos ser um receptor dessas demandas, para que essa frente possa ser um espaço permanente de escuta das políticas públicas de estado que precisamos levar nas áreas de educação, segurança e estrutura de empregabilidade”, afirmou.



Dois anos depois da pandemia da Covid-19, a Frente Parlamentar da Juventude pretende trabalhar, junto ao Governo do Estado, para ampliar a participação do Programa Primeiro Emprego na Bahia, inclusive levando esta proposta para todos os pré-candidatos ao governo, além de incentivar para que esta política pública possa chegar à administração federal “pois é um programa extraordinário, que vem dando certo aqui e deveria ser replicado em âmbito nacional”. Angelo Almeida ressaltou ainda o processo de transformação da educação no Estado, com a construção de mais de 220 escolas em tempo integral, que - segundo ele- devem estar prontas a partir de agosto, como uma forma de combater a evasão escolar, uma das mais graves questões que afetam a juventude.



O ex-deputado Yulo Oiticica, atual superintendente da Superintendência de Políticas Territoriais e Reforma Agrária (Sutrag), criticou o racismo institucional presente no país e disse estar assustado com a violência que mata tantos jovens, principalmente pobres e negros da periferia das cidades. "O Poder Branco é machista, é homofóbico, é preconceituoso, ainda tem a cara do ódio no Brasil. Fundamental trazer a FPJ para esta Casa Legislativa. Esse protagonismo juvenil é determinante para que certas coisas não aconteçam mais", pontuou o gestor público, que já foi presidente da frente na ALBA. 



A voz de Nala Albergaria, que verbaliza o pensamento de muitas pessoas negras do bairro de Cajazeiras, em Salvador, desde o início do mês também ecoa em outros lugares da federação. Nala foi a primeira mulher trans a ser eleita para a direção da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), após 71 anos de existência da entidade. Para a líder estudantil, essa frente pode ajudar elaborando políticas públicas para diminuir a evasão escolar e o consequente combate ao tráfico de drogas, e promovendo políticas para que as pessoas pretas tenham uma visão ampla, consigam enxergar no Parlamento um local de poder.




Luis Henrique Souza é presidente da Juventude do PSB-BA. Morador do Caji, bairro de Lauro de Freitas, ele considera que a juventude rural e periférica é a principal prejudicada pelos efeitos colaterais da pandemia. O assessor parlamentar salienta que os jovens "correm" em busca do emprego e, apesar de reconhecer os avanços com a criação dos programas Primeiro Emprego, Partiu Estágio, Mais Futuro e Bolsa Presença, entende que “é preciso ampliar, fortalecer e combater o desemprego, oferecendo oportunidades para a juventude”.



Fidel Marx, 32 anos, agricultor do município de Maraú, também está engajado na Frente Parlamentar. Lembra que a juventude, que durante muito tempo fugiu da crise do cacau para os centros urbanos em busca de empregos, atualmente tem visto o cultivo de cacau e a produção de chocolate artesanal como um caminho que fixa o homem no campo, numa perspectiva moderna, com tecnologia. “Hoje a gente tem a juventude atuando tanto na assistência técnica, como na agroindústria, e desenvolvendo aplicativos na comercialização dos produtos orgânicos. Este tem sido um grande diferencial para os jovens que vivem no Litoral Sul”, concluiu.



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