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ALBA concede Título de Cidadão Baiano para Antônio Carlos de Albuquerque Bandeira

Publicado em: 25/05/2022 19:47
Editoria: Notícia

Cerimônia foi realizada no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA),
Foto: NeusaCostaMenezes/AgênciaALBA

Primeiro a identificar a presença do vírus da Zika no Brasil, através das amostras coletadas em Camaçari, o médico carioca Antônio Carlos de Albuquerque Bandeira foi agraciado, na manhã desta quarta-feira (25), com o Título de Cidadão Baiano.

A homenagem, proposta pelo deputado Marquinho Viana (PV), foi realizada no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), e contou com as presenças do presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD), da deputada Fabíola Mansur (PSB), que também é médica, e do ex-secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, dentre outras personalidades da área.

Marquinho Viana se emocionou ao contar que conheceu o médico Antônio Carlos Bandeira quando contraiu Covid-10. “É um amigo que ganhei numa época muito ruim da minha vida, quando contraí a Covid e fiquei internado por dez dias na UTI. Mas agora, graças a dedicação dele e de seus colegas médicos, estou aqui podendo exercer o meu mandato”, afirmou o parlamentar.

Além da Zika, Antônio Carlos Bandeira identificou também, em 2014, os primeiros casos de Chikungunya no Brasil, em Feira de Santana. “Quando a Chikungunya entrou pela primeira vez no Brasil, através de Feira, começamos a identificar os primeiros casos no Hospital Couto Maia e foi um grande desafio para a equipe, composta por pessoas altamente qualificadas e comprometidas com o trabalho”, afirmou o homenageado.

O médico publicou ainda o primeiro relato de encefalite pelo vírus Chikungunya em um neonato da Bahia, sendo o primeiro caso notificado no Brasil, em 2016. No ano seguinte, foi o primeiro a identificar a Síndrome de Haff na Bahia, conhecida como “Doença do Peixe”.

Antônio Carlos Bandeira contou que chegou à Bahia em 1981 para passar o Carnaval, quando conheceu sua primeira esposa, e terminou transferindo seu curso para a Universidade Federal da Bahia (Ufba). “Casei, tive meu filho e por aqui conheci grandes companheiros na Faculdade de Medicina, companheiro que seguem até hoje na luta pela melhoria da saúde na Bahia”, contou o novo cidadão baiano.

Depois de concluir o curso na Ufba, em 1987, Vieira foi fazer residência em São Paulo, onde fez sua residência. “Fiquei em São Paulo por quase dez anos, conheci minha segunda esposa e, em 1997, tive a honra de voltar à Bahia e integrar uma grande caravana de pessoas que trabalham pelo bem da medicina, bem da saúde pública”, contou.

Nesse retorno, ele coordenou os serviços de controle de infecção hospitalar dos hospitais São Rafael e Aliança. Atuou também na Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, onde foi Presidente do COE (Coordenação de Emergência e Saúde Pública); na Divep (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) e no Icom (Instituto Couto Maia).

Atualmente, ele participa do projeto da vacina da dengue do Instituto Butantan em Simões Filho, e é professor de Infectologia da Uni-FTC. Além disso, trabalha na coordenação do serviço de infectologia e da área de infectologia do Hospital Aeroporto.

Antônio Carlos Bandeira tem mais de 25 trabalhos científicos publicados em revistas internacionais. “Em oportuno reconhecimento a suas contribuições pelos serviços prestados à Bahia e ao Brasil, como médico comprometido com a luta pela vida humana, por toda a competência, dedicação e amor à medicina e a causa pública, inclusive disseminando conhecimentos entre os profissionais de saúde, é que me sinto honrado em ter proposto esse projeto que concede o Título de Cidadão Baiano”, acrescentou Marquinho Viana.

No final do evento, o presidente da ALBA, deputado Adolfo Menezes, lamentou a proliferação de faculdades de medicina pelo Brasil – muitas delas sem as mínimas condições para funcionar. “Numa época não tão distante para se passar numa faculdade de Medicina, o estudante precisava estudar muito e se dedicar. Hoje, com mensalidades de RS 10, RS 12 mil, essas faculdades formam médicos entre aspas sem a mínima condições de praticar a medicina”, lamentou.




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