O deputado Vitor Bonfim (PV) lamentou o falecimento do ex-procurador-geral da Bahia, Antônio Guerra Lima, através de moção de pesar que apresentou à Assembleia Legislativa. Consternado, o parlamentar traçou um breve perfil biográfico do homenageado, destacando o homem e advogado humanista, de perfil agregador e oratória brilhante que ele sempre foi: “A Bahia perde, os amigos perdem e o mundo do minúsculo clube das pessoas de bem, sofre um desfalque em seu time titular”, enfatizou.
Ex-procurador do Dnocs e procurador-geral do Estado da Bahia, Antônio Guerra Lima faleceu na última quarta-feira em Salvador, informou o deputado Vitor Bonfim no documento que encaminhou à Secretaria Geral da Mesa, acrescentando que ele nascera em Novo Triunfo, (antigo povoado, conhecido como Guloso) em 25 de março de 1935, migrando para Salvador para continuar os estudos.
CARREIRA
O deputado do Partido Verde lembrou que, desde a juventude, Antônio Guerra Lima passou a ser tratado pelo diminutivo “Guerrinha”, utilizado pelos amigos e admiradores, sendo um dos expoentes de uma geração de jovens oriundos do Colégio Central denominada Geração Mapa – por conta da revista que produziram: “Estudante do Colégio Central nos anos 50 do século passado, teve participação ativa nas belas artes, literatura, teatro e cinema, tendo como um dos líderes Glauber Rocha, o inesquecível baiano, motor do Cinema Novo”, acrescentou.
Antônio Guerra Lima se formou em Direito pela Universidade Federal da Bahia em 1961, passando a exercer de imediato, com o brilhantismo costumeiro, a advocacia, chegando “ao nobre cargo de procurador-geral do Estado da Bahia, no governo Waldir Pires, com quem já havia trabalhado na consultoria-geral do Governo Federal na gestão do presidente João Goulart”. Também advogado, o deputado Vitor Bonfim revelou que “teve com doutor Maurício Vasconcelos a quem considera um mestre, longas e esclarecedoras aulas de Direito, onde inúmeras e incansáveis vezes o nome de Antônio Guerra era citado, frases, ideias, caminhos a seguir, conduta sempre ilibada, norteadas de exemplos que como advogado eu deveria trilhar”.
Ele associou ao seu pesar manifestado na moção, “com a permissão de meus pares” o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, ex-deputado João Bonfim, seu pai, bem como pediu que a Ordem dos Advogados do Brasil, secção da Bahia, a qual é associado, fosse cientificada “nesse momento de perda irreparável”. O parlamentar solicitou ainda que fosse dado conhecimento da presente moção aos familiares de Antônio Guerra Lima, bem como à Procuradoria-Geral da Bahia.
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