O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Adolfo Menezes (PSD), apresentou uma moção de pesar pela morte do advogado, escritor e ex-deputado estadual Adelmo Oliveira, aos 88 anos, na última terça-feira (7).
“Adelmo Oliveira é um dos melhores exemplos já ocorridos na história do Legislativo baiano, de que é plenamente possível um deputado conciliar firmeza ideológica na atividade parlamentar, com a sensibilidade própria dos grandes escritores de poemas”, afirmou.
Adolfo Menezes contou, no documento, que Adelmo Oliveira foi eleito para uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, no ano de 1978, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). “Oriundo da Ala Jovem do MDB autêntico, Adelmo Oliveira conseguia conciliar, nas mais diversas atividades da Casa, a defesa intransigente dos interesses populares, com a sua produção literária de valor inestimável”, contou o presidente da ALBA.
No plano literário, segundo Menezes, com o ensaio Góngora e o Sofrimento da Linguagem (1962), Adelmo Oliveira conquistou o Prêmio Nacional Luis de Góngora, sob um juri com a participação de nomes expressivos da literatura brasileiro, do naipe de Manuel Bandeira, Austregésilo de Athayde, José Carlos Lisboa e Pio de Los Casares.
“Como diz o adágio popular que os bons filhos à casa torna, Adelmo Oliveira retornou à Assembleia Legislativa da Bahia, em 2018, sendo recebido pelo então presidente da Casa, o atual senador da República, Angelo Coronel, e funcionários, para lançar o seu último livro de poesias: Poemas Escolhidos”, acrescentou o autor da moção.
Nascido na cidade de Itabuna, em 13 de maio de 1934, o homenageado era filho de Colantino José de Oliveira e Francisca Isabel de Oliveira. Formado em Direito, em 1966, pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), ele fez o curso ginasial no Ginásio Augusta Galvão, localizado no município de Campo Formoso.
Durante a trajetória literária, Adelmo Oliveira lançou diversas outras obras a exemplo do Canto da Hora Indefinida, Três Poemas (1966), O Som dos Cavalos Selvagens (1971), Cântico para o Deus dos Ventos e das Águas (1987), Espelhos das Horas (1991), Canto Mínimo (2010) e Poemas da Vertigem (2010).
No serviço público, Adelmo Oliveira foi também diretor de Terras da Renurb (Companhia de Renovação Urbana de Salvador); chefe da Associação Jurídica da Superintendência de Controle e Ordenamento do Solo (Sucom); advogado do Mosteiro de São Bento (1969/76); e membro da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia, e da Sociedade Independente de Autores Musicais.
Adelmo Oliveira deixou esposa Maria das Graças Dantas Góes, e cinco filhos: Adelmo, Sônia, Marilena, George Ochoama e Ricardo (in memoriam).
“Aproveito a oportunidade para declinar toda a minha solidariedade à Família, aos amigos, rogando a Deus que conceda a todos a força suficiente para a superação dessa imensa dor”, concluiu Adolfo Menezes, no documento.
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