Através de moção de pesar protocolada na Assembleia Legislativa, a deputada Fátima Nunes (PT) lamentou a morte do cardeal dom Cláudio Hummes. Através do documento, além de prestar solidariedade aos amigos e familiares de Hummes, a petista também contou um pouco da história do cardeal, nascido no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, em 1934.
Conforme ressaltou Fátima Nunes, aos 24 anos dom Cláudio Hummes foi ordenado sacerdote. Em 1963 doutorou-se em filosofia na atual Universidade Antonianum, em Roma. No Brasil, tornou-se professor de filosofia. Em 1975, foi nomeado bispo de Santo André (SP), permanecendo por 21 anos.
Em seguida, em 1996, foi nomeado arcebispo de Fortaleza (CE) e, dois anos depois, arcebispo em São Paulo. Em 2001 tornou-se cardeal e em 2006 ocupou o cargo de prefeito da congregação para o Clero. Voltando ao Brasil, foi nomeado Presidente Episcopal para a Amazônia, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), exercendo o cargo até março deste ano. Dom Cláudio Hummes faleceu na última segunda-feira (4), aos 87 anos.
“Presto toda a minha solidariedade aos familiares, amigos e admiradores de dom Cláudio Hummes. Ele que muito fez pela redemocratização do país, defendendo os povos indígenas, apoiando greves, protegendo operários no período da ditadura, e até abrigando nosso querido Lula, o metalúrgico que à época era líder do grupo de sindicalistas que lutava por melhorias dos trabalhadores e direitos trabalhistas”, afirmou Fátima Nunes. O cardeal Dom Cláudio era arcebispo emérito de São Paulo, um dos principais nomes CNBB e da Igreja Católica no Brasil. Ele foi influência no nome de Francisco para assumir o cargo de papa.
REDES SOCIAIS