Beatriz Loula, 22 anos, foi morta no último dia 10 de julho, data do seu aniversário, em Uibaí. O assassino, o próprio namorado. Para debater este e outros casos dramáticos de violência contra a mulher, a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia realizou, na última segunda-feira (25), a audiência pública territorial “Direitos Humanos e Feminicídio” na Câmara Municipal de Irecê. Parlamentares, ativistas, movimentos sociais, poder público, familiares das vítimas e população local passaram a manhã discutindo formas de enfrentamento ao problema diante do aumento de crimes e denúncias.
O presidente da CDHSP, deputado Jacó (PT), presidiu os trabalhos e fez a fala de abertura: “É uma alegria e uma honra para o Parlamento baiano a realização dessa audiência. O tema do feminicídio, do assédio e da importunação sexual no Estado da Bahia é recorrente na ALBA, uma preocupação constante dos deputados, semanalmente sabemos de notícias, portanto a CDHSP aproveita esse momento de tragédia para trazer a nossa solidariedade às mulheres dessa terra e encontrar saídas para esse mal que tanto nos afeta”. A mesa contou com a presença da deputada federal Lídice da Mata (PSB).
A delegada responsável pelo Núcleo Especializado (Neam) de Irecê, Maria José Rodrigues Marciel, historiou o surgimento da unidade, fruto da luta coletiva e do aumento de casos de violência doméstica na região, mas enumerou as dificuldades diárias para o seu funcionamento, como a falta de pessoal e equipamentos. “Funcionamos com equipe mínima, uma delegada e uma investigadora. A delegacia investiga as violências no contexto doméstico ou nas relações de afeto, mas também trabalhamos na prevenção primária, secundária e terciária”, informou. Além de realizar rodas de conversas para tentar diminuir os índices de violência, acolher as vítimas, a delegacia também tem se preocupado em desenvolver projetos de ressocialização dos agressores em parceria com instituições como a OAB.
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