O empresário e ex-presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Eduardo Morais de Castro, recebeu nesta segunda-feira (8) a Comenda 2 de Julho, honraria concedida pela Assembleia Legislativa àquelas personalidades que prestam relevantes serviços à sociedade baiana. Parentes, amigos, empresários, diretores de associações comerciais e representantes de entidades de classe participaram da sessão especial, conduzida pelo presidente da ALBA, deputado Adolfo Menezes (PSD). A homenagem foi uma proposição do deputado Eduardo Salles (PP), que enalteceu a trajetória de Eduardo Morais. “Com meus pais, aprendi desde cedo a admirar pessoas que têm a determinação, o empreendedorismo e o amor pelo conhecimento como pilares de sua vida profissional. Conceder esta medalha é reconhecer as qualidades de Eduardo Morais de Castro, mas também valorizar a mais alta honraria de nosso Estado”, afirmou o parlamentar, que lembrou, no seu discurso, da contagem regressiva para o bicentenário do 2 de julho, data máxima do povo baiano.
Salles ressaltou que o homenageado, com sua cultura e conhecimento histórico, “é um verdadeiro professor sobre os fatos que marcaram o período em que conseguimos verdadeiramente a nossa independência de Portugal”. O legislador fez questão de deixar registrado que o empresário pode contar com ele para ajudar a colocar em prática seus projetos de incluir, na matriz curricular da rede pública estadual, o ensino da História da Bahia e a criação de uma comissão estadual, com diversos órgãos públicos e da sociedade civil, para planejar os 200 anos da Independência da Bahia. “Você é um amigo querido que a vida me presenteou e que uso como exemplo. Parabéns, Eduardo Morais de Castro. Você merece todas as honrarias que a Bahia possa conceder”, afirmou o deputado que preside, na Casa das Leis, a Frente Parlamentar do Setor Produtivo.
Desde dezembro passado na presidência do IGHB, o advogado, jornalista e empresário Joaci Góes fez um breve pronunciamento, tecendo elogios às principais qualidades do amigo Eduardo Morais de Castro, que considerou um cidadão exemplar, um homem de muita honradez. “A integridade é um dos seus maiores atributos, que não são poucos”, frisou o ex-diretor da Tribuna da Bahia. O também ex-presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB) aproveitou as festividades alusivas ao bicentenário do 2 de Julho para pedir o apoio da sociedade baiana, “sem qualquer conotação partidária”, para recuperar o equívoco de ter modificado o nome do nosso aeroporto. “Ao nosso professor Eduardo Morais de Castro, a quem tenho a honra de substituí-lo, a grande homenagem é esta. Com a voz e a grandeza dos mansos, vamos, sim, devolver ao nosso aeroporto, o nome da data mais importante da história da Bahia”, concluiu Joaci.
Paulo Cavalcanti, vice-presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), disse que os valores do empresário são impressionantes e que a história de vida de Eduardo Morais “o fez despertar a consciência participativa, sendo um exemplo no setor, uma honra falar como dirigente da mais antiga entidade multissetorial do Brasil, mas principalmente como amigo de uma figura tão ilustre”. Em nome da família, o tenente-coronel PM César Castro, comandante do Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual, pontuou que o tio é um homem que contagia a vida das outras pessoas através da qualidade, transmitindo conhecimento por onde passa. “Nós amamos esta pessoa, gostamos de estar juntos a essa pessoa. Esta homenagem representa o amor de todas essas pessoas que estão aqui com o senhor”, agradeceu o militar.
CRUZADA
Eduardo Morais de Castro é casado há 47 anos com Amélia Maria, com quem teve os filhos André Guimarães de Castro e Rafael Guimarães de Castro. Seu avô, Manoel Lopes de Azevedo Castro, foi vice-presidente da ACB entre 1919 e 1924. O pai, Álvaro Gomes de Castro, fundou em 1960 a Morais de Castro Comércio e Importação de Produtos Químicos Industriais, uma das mais respeitadas empresas do mercado atualmente. Formado em administração de empresas e pós-graduado em logística, desde os 15 anos Eduardo Morais de Castro integrou os quadros da empresa familiar. Entre 2007 e 2011 presidiu e promoveu a revitalização da Associação Comercial da Bahia. Visivelmente emocionado por ser agraciado pela Assembleia, o novo comendador falou de improviso, “como estava mandando o coração”. Elogiou o proponente, salientando que “são políticos como Eduardo Salles que fazem com que o mundo se torne melhor, pois político é aquele profissional que traz a evolução para a sociedade e você faz isso com habilidade”. Garantiu ser fruto de uma família equilibrada, que lhe deu amor e condições, destacou o carinho pelos filhos e netos, mas confessou seu imenso amor pela companheira de mais de cinquenta anos. “Você, Melita, é a verdadeira razão de meu viver, aquela que me incentiva, que me critica positivamente. Os sucessos que tive credito a você, ao seu apoio constante”, reconheceu o professor, sendo aplaudido por todos.
Eduardo Morais se considera um conciliador por natureza, não gostando de conflitos, e pede que “as pessoas deixem suas vaidades de lado, os seus interesses individuais, para que haja mais entendimento no país”. Ele ressalta ser necessário reescrever a história do Brasil, já que a verdadeira independência não foi no dia 7 de setembro, quando ainda existiam tropas hostis no território baiano. Recorda que, no período em que presidiu o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, teve uma importante contribuição de empresários e políticos, conseguindo publicar um livro, contando a história do 2 de julho, que foi distribuído para professores das escolas baianas. Ao encerrar seu discurso, Eduardo Morais de Castro anunciou que permanece em sua cruzada para despertar esse sentimento entre a população. “O 7 de setembro foi importante, mas não foi a liberdade”.
Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adolfo Menezes (PSD), a Comenda 2 de Julho “está bem aposta sobre o peito de um homem de valor, desses que o poeta alemão Berthold Brecht chamou de ‘imprescindíveis’”. O deputado informou que na semana passada visitou o prédio do instituto, onde observou que “lá tem um pouco de você, professor Eduardo Morais, para que a memória da Bahia não se perca, para que os caboclos e as caboclas - que de fato fizeram a Independência do Brasil há quase 200 anos - nunca sejam esquecidos. Sem eles os generais de 1823 nem entrariam na história”, completou, saudando o empresário pela grande contribuição cultural à Bahia e ao Brasil.
Além dos já citados, compuseram a mesa o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Baltazar Miranda; o presidente da Liga Bahiana contra o Câncer, Dr. Aristides Maltez Filho; o ex-deputado estadual Marcos Cidreira; a presidente do Conselho Regional de Administração e da Academia Bahiana de Ciência e Administração, Maria da Graça Pitiá Barreto; a cônsul honorária da Grécia, Miriam de Almeida Souza; o presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB), Ordep Serra; o diretor da Civil Participações, Eduardo Valente; o vice-presidente do IGHB e ex-presidente da OAB-BA, Newton Cleyde Alves Peixoto; o jornalista Ernesto Marques, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e, por fim, Arthur Guimarães Sampaio, representando o presidente da Federação do Comércio (Fecomércio), Kelsor Fernandes.
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