O geólogo e empresário do setor têxtil, Hari Hartmann, dono da Polo Salvador, que produziu a primeira camisa carbono zero do Brasil, foi agraciado com o título de Cidadão Baiano em sessão especial realizada na manhã desta sexta-feira (19), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). A homenagem foi proposta pela deputada Olívia Santana (PC do B) e aprovada por unanimidade pelos parlamentares da Casa.
A sessão especial contou com a presença de importantes representantes da indústria baiana, a exemplo do superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury; do presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban; do presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, dentre outras autoridades.
Ao justificar a homenagem, Olívia destacou que “Hari Hartmann sempre se destacou por criar um ambiente de trabalho agregador e compartilhado, com cuidado às pessoas e ao meio ambiente”. Além disso, acrescentou ela, o empresário acabou “transformando a Polo em uma indústria que é referência nacional em sustentabilidade”.
Entre as premiações conquistadas pela empresa citadas por Olívia na sessão, estão a Zero Energy, concedida pela Green Building Council (GBC); o 11º e 12º prêmios socioambientais concedidos pela Fieb; o Selo Verde, nas categorias Ouro e Diamante, chancelado pela Organização Social de Interesse Público (Oscip) Ecolmeia, de São Paulo; o IPTU Verde, concedido pela Prefeitura do Salvador; e a medalha de mérito da Abit.
A deputada citou, logo no início do seu discurso, o cuidado que ela tem com a dedicação às honrarias. “A gente deve zelar e valorizar bastante essas honrarias, dirigindo-as para aquela ou aquele que efetivamente tenha serviços prestados ao nosso estado. Nesse sentido, me sinto muito feliz de estar neste momento homenageando Hari Hartmann, que veio de uma família de agricultores do Rio Grande Sul e se tornou uma grande empresário, mas que não pensa só no lucro, colocando as pessoas sempre em primeiro lugar junto com as práticas sustentáveis”, afirmou Olívia, destacando também o papel da esposa do homenageado, Imelda Hartmann, nessas questões.
“A preocupação genuína com o meio ambiente, desde a juventude, fez com que o também ambientalista, ao lado da sua esposa e sócia Imelda Hartmann, criasse há 24 anos um negócio pautado na sustentabilidade no mercado da indústria têxtil em Salvador”, acrescentou a deputada.
Ao agradecer a homenagem, Hartmann contou com bom humor que faltava apenas o reconhecimento da cidade de direito. “De fato, me considero baiano há muito tempo. Sou um baiúcho original. Não sou um genérico, muito menos um similar. Escolhi a Bahia como minha segunda terra e, de verdade, esse estado adotou a minha família. Nosso filho é baiano. Esse elo é eterno”.
Ele contou que sua trajetória na Bahia começou em 1986, na cidade de Campo Formoso, onde permaneceu até iniciar sua vida empresarial, em 1995. “Nosso negócio tem três décadas. Só para registrar, fomos até o topo em poucos anos. Tivemos inúmeras premiações e certificações”, lembrou o homenageado. “Não foi o suficiente. Poucos anos depois, passando por dificuldades de toda ordem, quebramos! Literalmente. Devendo aos bancos, sem crédito na praça, duplicatas protestadas e impostos a pagar”.
A volta por cima veio cinco anos depois. “Nós não nos permitimos a pensar em fracasso, porque conhecíamos o ramo, agora ainda melhor, porque estudamos a fundo todo ciclo da produção”.
Hoje, com a empresa consolidada e prestigiada no Brasil, o casal Hartmann está consolidando algo muito grandioso no seu conceito: reunir no mesmo local, dentro de Salvador, num espaço de 20 mil m², empresas do mesmo setor atuando junto de forma colaborativa, constituindo um condomínio de 24 fábricas de confecções de Salvador e um coworking.
Além de criar uma área comum como núcleo de compartilhamento de máquinas especiais, foi criado um espaço para cursos e treinamentos de pessoas da comunidade para ajudar as fábricas. “Acredito demais no poder da união, no poder do associativismo, no poder das parcerias e é este o sentimento que levo deste dia de hoje, o reconhecimento de que é possível, com pequenas atitudes, contribuir para mudanças
importantes”.
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